“Comemorar o livro é festejar a democratização da cultura!” — Júlia Martins
Foi com este espírito que as Bibliotecas Escolares do Agrupamento de Escolas de Arouca assinalaram o Dia Mundial do Livro, celebrado a 23 de abril, envolvendo alunos, professores e a comunidade local num conjunto diversificado de atividades.
O livro continua a afirmar-se como um instrumento essencial na formação de leitores críticos, curiosos e participativos. Esta data, de grande significado cultural, visa promover o gosto pela leitura, valorizar os livros e reconhecer o seu papel no desenvolvimento pessoal e coletivo, mobilizando toda a comunidade educativa em torno da leitura.
No âmbito desta celebração, e em articulação com o projeto “Cabreiros – uma Aldeia Viva”, realizou-se a atividade “Histórias Contadas, Memórias Preservadas… sobre Minas e Mineiros!”, em parceria com a ADRIMAG e elementos da comunidade local.
O programa teve início no Grande Auditório da ESA, com uma conversa com o professor António Vilar, que apresentou a sua obra “O Volfrâmio de Arouca”, dando a conhecer a realidade da exploração mineira na região, sobretudo entre as décadas de 30 e 40.
Seguiu-se um momento musical com os Cantares Polifónicos de Cabreiros, que interpretaram temas ligados ao universo dos mineiros, enriquecendo a sessão com a tradição oral e cultural da região.
A manhã culminou com a inauguração da exposição “Histórias Contadas, Memórias Preservadas”, na Biblioteca da EBA, construída com o apoio da ADRIMAG e de particulares, que gentilmente cederam objetos que ajudam a contar esta história coletiva.
Foi ainda divulgado o novo livro da “Histórias da Ajudaris”, e a Rádio Regional de Arouca, ao longo do dia, transmitiu os 10 poemas da iniciativa Frequência com Poesia, assinalando a data com palavras e emoções.
Para assinalar o dia, as Bibliotecas Escolares lançaram ainda um pequeno desafio aos docentes (por email) — e os mais atentos (dois) foram recompensados!
O desafio consistia em completar a frase:“Se eu pudesse entrar num livro, escolheria…”
“Se eu pudesse entrar num livro, escolheria... o manual de instruções do IKEA, porque é o único sítio onde posso montar uma estante e ao mesmo tempo ter uma crise existencial — e no fim, sobram sempre peças de mim que não sei onde encaixar.” (Prof. Tozé)
“Se eu pudesse entrar num livro, escolheria... A maior flor do mundo.” (Prof. Filomena)
Porque ler é também compreender o mundo e o nosso lugar nele, estas iniciativas reforçam o papel das Bibliotecas Escolares enquanto espaços de cultura, partilha e cidadania.




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