No âmbito da celebração do 25 de Abril, data maior da nossa história coletiva, o Departamento de Ciências Humanas e Sociais e as Bibliotecas Escolares promoveram um conjunto de iniciativas que convidaram à reflexão sobre os valores da liberdade, da democracia e da cidadania — conquistas que importa recordar, valorizar e continuar a construir.
Nos dias 23 e 24 de abril, a escola (ESA) encheu-se de símbolos e gestos de memória. Foram elaborados cartazes, cravos, marcadores e pins, envolvendo a comunidade educativa numa expressão criativa e significativa dos ideais de Abril. A distribuição de cravos — gentilmente produzidos pelos alunos do curso de Animação, sob orientação da professora Carla Santos — trouxe cor e simbolismo a este momento, acompanhada por música alusiva que evocou o espírito da Revolução.
Na Biblioteca Escolar da EBA, foi também dinamizada uma atividade lúdico-pedagógica, com a disponibilização de um jogo de tabuleiro sobre o 25 de Abril, requisitado na Biblioteca Municipal. Os alunos participaram em grupo, orientados pela equipa da Biblioteca Escolar, explorando de forma interativa e envolvente os acontecimentos e significados desta data histórica.
Destaca-se, igualmente, a apresentação do livro “Mais de Duas Chuvas”, que permitiu aos alunos refletir sobre a memória da Guerra do Ultramar e as suas implicações históricas e humanas.
Aconteceu ainda um momento de convívio com um lanche na sala dos professores, reforçando o espírito de partilha e comunidade.
No âmbito destas comemorações, foram também disponibilizados os seguintes documentários:
“As Coisas Não São Feitas por Acaso” (2013), uma obra que convida à reflexão sobre a história recente e os olhares que a registaram (disponível na BE para requisição).
Um apelo às novas gerações
As comemorações do 25 de Abril são também um tempo de compromisso com o presente e o futuro. Nesse sentido, importa recordar o apelo deixado pelo Presidente da República Portuguesa aos jovens neste dia:
“Hoje, quando vemos a democracia ser testada dentro e fora das nossas fronteiras, não podemos hesitar: ou a defendemos com coragem, ou arriscamo-nos a perdê-la em silêncio.”
E reforçou:
“Não sejam espectadores da democracia, sejam protagonistas.”“Não se resignem, não se calem, não desistam.”
Lembrou ainda que a liberdade de que hoje usufruímos foi conquistada com coragem e sacrifício, alertando para o facto de não a tomarmos como garantida. Cada geração tem o seu desafio — e o das novas gerações é garantir que a liberdade não enfraquece, não recua, não se perde.
Mais do que guardiões solenes, Abril precisa de cidadãos atentos, críticos e participativos, capazes de defender os direitos fundamentais e rejeitar a intolerância.
Celebrar Abril🌹
é, assim, lembrar o passado,
viver o presente e assumir a responsabilidade
de construir o futuro.
Leia aqui o discurso completo do Presidente da República.




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