terça-feira, 11 de novembro de 2014

Cem livros que só vão ser lidos em 2114. É a biblioteca do futuro.

Uma projeção da Biblioteca do Futuro, que vai ser construída em Oslo, na Noruega
Uma projeção da Biblioteca do Futuro, que vai ser construída em Oslo, na Noruega
A escocesa Katie Paterson plantou uma floresta cujas árvores serão transformadas na biblioteca do futuro, um projeto artístico para um século e para refletir sobre o futuro.
O novo livro de Margaret Atwood não será lido nos próximos cem anos. Será preciso esperar um século para que as árvores em que vai ser publicado cresçam e se transformem em papel e até lá o livro vai ficar fechado numa cápsula do tempo, sem ser lido. A escritora canadiana foi a primeira a aceitar o desafio de escrever para o futuro, mas o convite para participar na Biblioteca do Futuro será estendido a outros 99 autores, um por ano, até 2114. O projeto é da artista escocesa Katie Paterson, chama-se Future Libraries e tem tanto de ambicioso como de cativante.
A Biblioteca do Futuro, uma garantia de que o livro em papel sobrevive até 2114, vai nascer em Oslo, na Noruega. A obra foi encomendada para a série Slow Spaces [Espaços Lentos], um projeto de construção de arte em espaços públicos da Bjørvika Utvikling, explica Anne Beate Hovind, a comissária e produtora da obra. "Quando a Katie me disse o que queria fazer tive um momento de pânico. O que é que faço agora. Cem anos? Porque é que não faz simplesmente uma escultura?", brinca Anne, antes de confessar que ficou logo presa à ideia. "Toda a gente envolvida ficou imediatamente cativada, embora a ideia seja louca. E a resposta tem sido fantástica, estamos muito orgulhosos."

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