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quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Pedras grávidas


Na aldeia da Castanheira, em plena serra da Freita, ocorre um curioso fenómeno geológico, único em Portugal e extremamente raro no resto do mundo: há pedras que parem outras pedras, pelo que o povo lhes chama de "pedras parideiras".
Antigamente, eram tidas como amuletos de fertilidade, havendo o hábito popular de dormir com elas debaixo da almofada para facilitar a conceção. Os geólogos propuseram uma explicação cientifica para o enigmático fenómeno e a crença nos poderes mágicos das pedras que "dão à luz" foi-se desvanecendo.
Trata-se de um afloramento granítico (granito nodular da Castanheira) que tem incrustados nódulos envolvidos por uma capa de biotite (mica preta) em forma de disco biconvexo, que lembram medalhões. Estes devido à meteorização pela ação do gelo (gelivação) e da temperatura (crioclastia/termoclastia) e à erosão, provocada pela água da chuva e pelo vento, vão-se soltando das pedras-mães e acumulam-se no solo. A extrema raridade destes nódulos e o facto de serem muito bonitos levou a que fossem pilhados durante décadas. desde 2012, encontram-se protegidos e existe um Centro de Interpretação (a Casa das Pedras Parideiras no Arouca Geopark), de modo a contribuir para a conservação, a compreensão e a valorização deste importante património geológico único no mundo.

Foto: Jorge Nunes
Fonte: SUPERinteressante nº 200, de dezembro de 2014

 Na biblioteca ESA.
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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Presença publica livro infantil do Nobel de Literatura 2014

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O único livro infantil escrito por Patrick Modiano, vencedor do Prémio Nobel de Literatura, em 2014, intitula-se A História de Catherine e será publicado pela Editorial Presença no próximo dia 4 de dezembro. As ilustrações são de Sempé.
«Tal como o seu pai, a pequena Catherine usa óculos. E tal como a mãe, que vive em Nova Iorque, gostaria de vir a ser uma grande bailarina. E porque tem de tirar os óculos para dançar, Catherine descobre a vantagem de poder viver em dois mundos diferentes: o mundo real, assim como ela o vê quando tem os óculos postos, e um mundo pleno de doçura, vago e suave, quando os tira. Um mundo onde dança como num sonho…»
Via revista Revista Digital Fábulas.
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Afonso Cruz: "Não escrevo debaixo de um sobreiro"

Afonso Cruz: "Não escrevo debaixo de um sobreiro"
Fotografia © Paulo Spranger/Global Imagens
Afonso Cruz lançou o seu Mar, o mais recente volume da Enciclopédia da Estória Universal, que tem vindo a publicar desde 2009. O DN conversou com o escritor que escolheu o Alentejo para viver.
Do Mar nada se vê desde a casa de Afonso Cruz, mesmo que nesse lugar onde mora num Alentejo profundo haja uma espécie de ondas a vir até junto da extrema do seu monte. São as ondas verdes da plantação do vizinho, que já foram da cor da terra lavrada há umas semanas, em vez da cor azul com que surge o título Mar no mais recente volume da Enciclopédia da Estória Universal.
Onde conta várias histórias, como a de um povo-cachalote que vivia numa aldeia flutuante no sudeste asiático; de como alguém dobrava as páginas do romance Moby Dick nas partes onde "encontrava frases que valia a pena serem arpoadas"; das garrafas que dão à praia e trazem dentro uma carta.
As histórias de Afonso Cruz têm vindo a fascinar muitos leitores desde que há meia dúzia de anos iniciou a profissão de escritor, mesmo que os seus vizinhos da planície desconheçam as razões de ter decidido ir viver para aquela região. Nada que os incomode pois o que faz falta é alguma animação por ali já que os veículos que passam de vez em quando pela estrada nunca param, coisa que deixa o vizinho pastor enfadado, apesar dele e do seu cão terem à guarda 165 ovelhas.
por João Céu e Silva| Diário de Notícias
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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Edição de novembro da revista Blimunda já está disponível em linha


A 30.ª edição da revista Blimunda (do mês de novembro) já se encontra disponível em linha e é dedicada a José Saramago e Fernando Pessoa. Aceda à revista aqui.
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"Filhos" da ciência sabem investigar

 ©FundaçãodaJuventude
Publicado em Ciência 2.0_Conhecimento em Rede, em 24/11/2014 por Renata Silva
Um autêntico ambiente de investigação científica com o apoio dos professores. Em Portugal, alunos do ensino básico e secundário têm vestido a pele de cientistas e ganho prémios nacionais e internacionais. Que áreas seguiram e vão seguir estes jovens e o que pensam do estado da investigação no país? No dia mundial da ciência o Ciência 2.0 apresenta alguma respostas.
Do passado para o presente, com um estudo sobre trajetórias de uma bola de basquetebol e sua relação com a física, David Sobral mudou precisamente a trajetória da sua vida. Em 2004 ganhou um prémio na Mostra Nacional de Ciência organizada pela Fundação Portuguesa da Juventude que viria a acabar com as indecisões entre a literatura e a ciência. A simulação de como seria o trajeto de uma bola num outro planeta valeu-lhe um prémio e a possibilidade de participar numa competição internacional. "Quando fui ao concurso europeu vi que estavam lá trabalhos muito bons, com muita qualidade e pensei que seria capaz de fazer mais e melhor", conta ao Ciência 2.0.
E assim o fez. Hoje em dia é astrónomo. Uma carreira de dez anos, oito dos quais fora de Portugal, em Edimburgo e em Leiden, na Holanda. A possibilidade de sair do país para fazer investigação, como fez David, que ainda não completou 30 anos, está na mente de outros jovens cientistas.
Um trabalho científico que dá "organização, perspicácia e sentido crítico"
Foi o European Union Contest for Young Scientists que abriu horizontes ao investigador português e que, este ano, foi pela primeira vez atribuído a Portugal, a três jovens estudantes, entre quais João Araújo, com um estudo na área da Matemática. São alunos que há vários anos se dedicavam a uma investigação.
Mariana Garcia e Matilde da Silva chamaram a atenção de um júri composto por 18 cientistas internacionais com o "Smart Snails" (Caracóis inteligentes). As estudantes de 16 anos criaram um "teste rápido", simples e barato, à qualidade ambiental das águas no qual os protagonistas são caracóis da espécie Lymnaea stagnalis. Neste momento preparam-se para patentear o projeto e pretendem, em breve, publicar o trabalho numa revista científica internacional. Entretanto, estarão num curso intensivo de ciência em Londres, para jovens estudantes, durante 15 dias.
As alunas da Escola Secundária de Arouca (ESA) andavam desde o 7º ano a trabalhar neste projeto na oficina de ciência dessa instituição, uma iniciativa extracurricular que existe desde 2006."Este trabalho científico ajuda os alunos a desenvolver uma série de competências de comunicação, preparando-os para o futuro, através do desenvolvimento de trabalhos de grupo. Dá-lhes organização, perspicácia e sentido crítico", diz Filipe Ressurreição, docente que dirige estes projetos na Escola Secundária de Arouca.
Da roupa para os oceanos: alunos descobriram microfibras sintéticas na praia
Ainda na área do ambiente, estudantes do Colégio Luso-Francês, no Porto venceram este ano a final da 15ª edição do concurso "Ciencia en Accíon", em Barcelona, na categoria de sustentabilidade com projeto BlueB – debris FREE sobre microplásticos. O grupo de estudantes, então no 12º ano, recolheu e analisou amostras de areia da praia de Matosinhos e descobriu que 85% das amostras são constituídas por microfibras sintéticas que se libertam das nossas roupas na máquina de lavar. Estas microfibras acabam por ir parar ao oceano.
Com estas conclusões, Beatriz Valongo, Rodrigo Mesquita e Filipe Baptista juntamente com, Rita Rocha, professora que acompanhou a investigação no âmbito de uma disciplina criada de propósito para este tipo de trabalhos, sugeriram soluções como a utilização, por exemplo, de um filtro na máquina de lavar que impeça as microfibras de chegarem ao oceano. "Estamos neste momento em parcerias com o ISEP e a Universidade do Minho para desenvolver um protótipo destes filtros", conta Rita Rocha ao Ciência 2.0.
Na Escola Secundária de Oliveira do Bairro surgiu o projeto Tracking Box que alcançou, entre outros, o segundo prémio da associação americana de propriedade intelectual, na Intel ISEF - Feira Internacional de Ciência e Engenharia 2014. A ideia partiu de Ricardo Nunes, André Ferreira, Frederico Nuno e Edgar Carvalheira. O TBox é um dispositivo eletrónico em formato de pulseira que deteta colapsos ou acidentes através da identificação de movimentos bruscos ou ausência de movimentos. Esta pulseira reduz o tempo de ativação dos meios de emergência já que tem ligação a um smartphone.
"Informo-os de que a situação [da investigação científica] não está boa"
Quanto ao futuro destes jovens, o professor Filipe Ressurreição deixa o conselho: "Fico muito contente que se tornem cientistas, mas informo-os de que a situação não está boa e que é preferível seguir medicina ou sair do país". E, de facto, muitos dos alunos que deixaram escolas como a ESA entraram na faculdade seguindo sobretudo o curso de Medicina, mas também de Engenharia e Farmácia. Outros tornaram-se "empreendedores"
"Acho que o país não dá muito valor à investigação científica em Portugal", refere Matilde, que quer vingar na área da cirurgia plástica. Já Mariana ambiciona fazer investigação em bioengenharia e em Portugal, mas não descarta a hipótese de trabalhar num outro país europeu.
Do presente ao futuro, é geral a ideia e noção das dificuldades de fazer investigação no país. Apesar de o fazerem escolas e alcançarem notoriedade na Europa, os jovens seguem outras carreiras ou equacionam sair do país. "Portugal é que sai a perder. De uma forma até caricata, há por outro lado, um discurso constante sobre o 'lado bom português', promovido pelo impacto das descobertas científicas dos mesmos investigadores que acabam por se ver forçados a prosseguir carreira lá fora", revela Beatriz Valongo, porta-voz do grupo, em resposta ao Ciência 2.0. A ideia da jovem é seguir investigação na área do desporto e vê-se a trabalhar no estrangeiro e não em Portugal.
Foto: Fundação da Juventude (retirada da página do Facebook da instituição) 

Mais notícias sobre este assunto aqui.
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Juan Goytisolo galardoado com Prémio Cervantes 2014

Juan Goytisolo galardoado com Prémio Cervantes 2014
Fotografia © EPA/Jorge Gonzalez
O escritor Juan Goytisolo foi hoje galardoado com o Prémio Cervantes 2014, considerado o principal galardão da literatura latino-americano.
O escritor Juan Goytisolo foi hoje galardoado com o Prémio Cervantes 2014, considerado o principal galardão da literatura latino-americano, segundo anunciou o Ministro da Educação, Cultura e Esportes, José Ignacio Wert.
Com a decisão deste ano cumpriu-se a tradição de que o prémio de 125 mil euros recai alternadamente em Espanha e na América Latina, tendo no ano passado sido galardoada a escritora mexicana Elena Poniatowska.
Juan Goytisolo (Barcelona, 1931) é um dos escritores com mais tradição narrativa da língua espanhola.
É considerado um interlocutor entre a cultura europeia e islâmica e é também um dos intelectuais mais críticos.
|notícia do Diário de Notícias|
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sábado, 22 de novembro de 2014

O romance do jovem de 24 anos que vai surpreender os leitores

Afonso Reis Cabral no dia em que foi anunciado que vencera o Prémio Leya
Afonso Reis Cabral no dia em que foi anunciado que vencera o Prémio LeyaFotografia © Carlos Manuel Martins
O romance vencedor do Prémio Leya chega hoje às livrarias. Uma edição antecipada como ainda não acontecera antes
A leitura de 'O Meu Irmão' confirma que a estreia de Afonso Reis Cabral é dos melhores prenúncios para a literatura nacional. A primeira pergunta que se faz perante o romance é se o autor escreve mesmo assim ou se escreveu desta maneira para o concurso?
O romance tem um início avassalador, que deixa o leitor inesperadamente sem saber o que pensar sobre o que tem entre mãos, coisa que aos "profissionais" da literatura colocaria muito medo por serem ou não capazes de continuar esta construção literária até ao seu fim. Uma capacidade que o autor mantém até à página 95 das 365 que perfazem o livro mais incensado deste ano. Aí, a narrativa remete-se a outro estágio, mesmo que não se o possa acusar de facilitismo.
Tudo se passa numa povoação esquecida do interior |em Arouca, segundo uma fonte ainda não confirmada|, para onde o narrador e o irmão vão passar alguns dias na casa que os pais compraram décadas antes. Onde convive com um trio de personagens que serve de contraponto à vivência das da cidade; com uma cena sociologicamente divertida passada numa taberna e que mostra o valor do vinho para alguns; com recordações de situações vividas na infância nos arredores do local, e com outros regressos sucessivos ao passado dos dois protagonistas do livro ao longo de várias idades.
Se o júri já tinha avisado da dureza de certas falas do irmão, ao ler-se o romance confrontamo-nos com esse alerta. Mesmo que o modo como certas palavras - mongoloide ou deficiente, por exemplo - são postas neste livro não achincalhem nem quem as pronuncia nem quem as profere, situação que dificilmente alguém que não Afonso Reis Cabral seria capaz.
por João Céu e Silva |aqui|
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quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Onde os alunos falham nos exames

Onde os alunos falham nos exames




O que vale um exame? Quando se deve fazer? Para que serve? Como influencia o papel dos professores? Desde que David Justino, ministro da Educação do Governo de Durão Barroso, introduziu os exames no 9.º ano, o panorama da escola portuguesa mudou. Hoje, os professores olham para os resultados como nunca tinham olhado. E, todos os anos, os alunos e as suas famílias esperam pela época das provas do 4.º ano, do 6.º ano, do 9.º ano e do secundário com ansiedade. "Um sistema educativo sem regulação externa está votado ao fracasso, mas um sistema que vive em função dos exames e centrado nos resultados também dificilmente evolui de forma positiva", nota Hélder Sousa, presidente do Instituto de Avaliação Educativa, instituição responsável pela produção das provas nacionais.
Os exames valem 30% da nota. Alguns especialistas ouvidos pela VISÃO consideram que deviam ter mais peso no acesso ao ensino superior, pois as escolas "inflacionam " as notas de frequência, que valem 70 por cento. Mas há também quem aponte o dedo a um ensino redutor, demasiado preocupado com resultados e apelando pouco ao raciocínio. Os dados da Pordata/Instituto de Avaliação Educativa que revelamos permitem ter uma ideia de como evoluíram os resultados desde 2008 (entre os alunos que frequentaram a disciplina, na primeira fase) e mostram as áreas em que os estudantes têm mais dificuldades. Ensinar para os exames? Ou "aprender pelo valor do que se aprende", como diz Hélder Sousa? A discussão segue dentro de momentos...

Consulte o dossiê especial com a análise completa dos resultados de sete anos de provas nacionais. Saiba em que áreas, dentro de cada disciplina, há melhores e piores notas. A VISÃO revela os números, analisados por especialistas.


  • Matemática: Formalismo a mais
  • Geografia: Boas notas
  • Economia: Sempre a descer
  • Português: Falta estabilidade
  • História: Esperar para ver
  • Biologia e Geologia: Elogio do equilíbrio
  • Física e Química: O patinho feio
  • Desenho: Tipologia 'errada'
  • Geometria Descritiva: Longe do desejável

Ler mais: http://visao.sapo.pt/onde-os-alunos-falham-nos-exames=f802008#ixzz3Jbk8HIMJ

Paulo Chitas e Teresa Campos (artigo publicado na VISÃO nº 1132 de 13 de novembro)


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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Porto Editora abre concurso para escolher Palavra do Ano de 2014

Qual será a sucessora de "bombeiro", “austeridade” e “entroikado”? Sugestões já podem ser submetidas para votação de Dezembro.
MARTIM RAMOS
"Pelo sexto ano consecutivo, a Porto Editora lança a votação para a escolha da Palavra do Ano de 2014. Nesta primeira fase, a editora portuguesa pede as sugestões que no início de Dezembro levarão à escolha das dez candidatas finais. Depois, até às 23h59 de 31 de Dezembro, decorre a votação para apurar a sucessora de “bombeiro”, a Palavra do Ano 2013.
A editora informou esta terça-feira em comunicado que está já activa a página onde podem ser feitas as sugestões para a lista de dez vocábulos que reflictam um ano de “inúmeros acontecimentos e factos de relevo em diferentes áreas da vida colectiva. Invariavelmente, há palavras que definem ou identificam esses momentos e que ganharam maior importância no nosso quotidiano”, lê-se ainda na nota da Porto Editora.
Até 30 de Novembro podem ser sugeridas as palavras candidatas, das quais serão seleccionadas as dez finalistas que, a 1 de Dezembro, seja lançada a votação para a escolha da Palavra do Ano de 2014. A Porto Editora fará essa selecção dos dez vocábulos candidatos após “acompanhamento e análise da realidade da língua portuguesa, com base em critérios de frequência de uso e de relevância assumida quer através dos meios de comunicação social e das redes sociais, quer da utilização dos dicionários da Porto Editora nas suas versões online e mobile”.
As dez palavras candidatas serão alvo de votação online durante o mês de Dezembro e a vencedora será apurado no início de Janeiro.
Lançada em 2009, ano em que “esmiuçar” foi a palavra seleccionada, a iniciativa visa “enaltecer o património da língua portuguesa, sublinhando a importância das palavras e dos seus diferentes sentidos no nosso quotidiano”. Em 2010, ano de Mundial de Futebol na África do Sul, a palavra mais votada foi “vuvuzela”. “Austeridade” em 2011 e “entroikado” em 2012 foram os vocábulos escolhidos em tempos de crise - palavra que depois foi incluída no Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora -, tendo no ano passado o “bombeiro” sido o mais votado depois de um Verão quente para aqueles profissionais."
PÚBLICO 
18/11/2014 - 17:06
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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Vale a pena ler livros novos?

OPINIÃO

Vale a pena ler livros novos?

JOSÉ PACHECO PEREIRA 
15/11/2014 - 03:52 / Público
Sendo nós finitos, estamos limitados e temos de fazer escolhas. Se eu pudesse ler tudo, não havia problema.
Todas as vezes que lemos um livro, deixamos de ler outro. É mesmo assim, positivo e negativo, para os poucos milhares de livros que podemos ler, mesmo sendo grande leitores. Já uma vez fiz este cálculo e na melhor das hipóteses, numa vida de grande leitor, dificilmente se pode ultrapassar os 4000-5000 livros e já é contar por cima. Ler, quer dizer, ler mesmo, não consultar a badana, nem folhear o índice, nem ler a contracapa. E neste cálculo estão livros de poesia pequenos e grandes romances, uns dando para os outros o número de páginas e o tempo da leitura. 4000-5000 livros é para a Mensagem de Pessoa e para aMontanha Mágica de Thomas Mann.
Embora neste cálculo eu inclua todos os livros, ficção, poesia, ensaio, história, biografia, etc., há um problema que penso ser interessante colocar para os livros de criação, ficção, poesia, teatro e similares – vale a pena ler livros novos? Ou, dito de outra maneira, se não temos tempo para ler o património fundamental da literatura dos últimos 2500 anos, vale a pena perder tempo a ler livros “novos”, a esmagadora maioria dos quais desaparece da memória literária a alta velocidade, porque, no fundo, nada tinham a acrescentar de novo ao património anterior? Recentemente um artigo de Tim Parks na New York Review of Books levanta esta questão, o que me leva a retomá-la, até porque já escrevi sobre ela há vários anos.
Já uma vez coloquei essa pergunta de modo biográfico, dizendo que, por regra, não lia nada que não tivesse aguentado dez, quinze anos, de “necessidade de leitura”. Isso provocou reacções muito negativas. Eu, se fosse autor de ficção contemporânea, não acharia graça nenhuma em ser substituído na leitura nem que fosse por Balzac ou Tolstoi. Compreendo bem as reacções, mas elas não iludem o problema: vale a pena ler livros novos de ficção, poesia, teatro, etc.? Não está tudo já escrito e reescrito com qualidade já testada e com real ligação com o que de mais indispensável existe na nossa história cultural? Como podemos viver sem Ibsen, Molière, Bocaccio, Stendhal, Cervantes, Safo, Virgílio, mesmo quando já não temos tempo para os ler como merecem sem também já escolhermos entre Proust ou Claudel, ou Dickens e Conrad, ou Nabokov e Updike? Sim, porque mesmo num cânone muito limitado, e tendo nós que ler outras coisas, sejam manuais escolares, sejam livros técnicos, sejam memórias, sejam livros de actualidade, o tempo não chega. É um problema que tem sentido colocar, porque, sendo nós finitos, estamos limitados e temos de fazer escolhas. Se eu pudesse ler tudo, não havia problema. Tem de existir por isso argumentos a favor de ler o “novo” por testar e perder assim algo do antigo já testado.
Vejamos os argumentos. Deixemos de lado a história do autor fundamental, mas ignorado pelo seu tempo. Podia estar a deixar passar algo de muito importante apenas porque é do meu tempo e ninguém notou essa importância a não ser que seja lido agora. O autor ignorado é, em grande parte, um mito romântico, porque não há assim tantos casos de autores fundamentais, que tivessem passado despercebidos, nem que seja pela elite intelectual que depois os transporta para o cânone. Mas admitindo que há, e que eu com este critério o ignoraria, trata-se de uma excepção à regra, que deixa intocado o problema.
Outro argumento a favor de se ler “o que sai” é o argumento de Virginia Woolf que Parks cita, a possibilidade de ler de forma lustral, virgem, um autor que não transporta consigo o peso dos julgamentos do passado, e sobre o qual posso fazer um julgamento meu, “descobri-lo”. É um argumento que pode atrair os críticos literários, ou os que são profissionais da leitura crítica, mas não me entusiasma, porque o número de “descobertas” será naturalmente muito escasso em relação ao que tenho de ler, ou ao que deixo de ler. Este último aspecto é sempre para mim muito relevante, embora compreenda que ele pese mais num leitor velho do que num leitor novo.
Depois há um outro argumento, que é igualmente sério, que nos leva a perguntar: mas por que razão tenho de só ler clássicos, coisas a sério, literatura pura e dura, em vez de ler o que me apetece, romances light, literatura cor-de-rosa, livros de auto-ajuda, recordações de gente do jet-set, memórias do Cristiano Ronaldo, ou o livro do momento sobre o espantoso crime ocorrido em Freixo-de-Espada à Cinta? Ou não ler, que não é morte de homem.
Este argumento é imbatível, cada um pode ler o que lhe apetecer, a mais lúdica e ligeira das literaturas, e isso é também ler. Penso, aliás, que este “ler” comunica mais do que se pensa com a leitura criativa, nobre e “cultural”. Mas penso que este é um argumento forte no plano da liberdade individual, do gosto pela leitura, sem os constrangimentos que tem o intelectual em querer (ou ter) de encontrar na literatura… literatura. E a minha pergunta é uma típica pergunta de intelectual, elitista e minoritária, mas mesmo assim, insisto, com sentido: vale a pena ler livros novos?
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Outubro, mês das Bibliotecas Escolares


2014 outubro mes internacional das be

Este ano a International Association of School Librarianship (IASL) propôs, como anualmente acontece, o tema aglutinador — A tua biblioteca escolar: um mapa de ideias (tradução adotada pela RBE), tendo sido elaborado um cartaz de divulgação da efeméride, comum a todas as bibliotecas do agrupamento.
Na ESA, este período foi aproveitado para reforçar a visibilidade da biblioteca escolar e a consciencialização acerca do seu valor nas aprendizagens, tendo todas as turmas dos 7º anos (por turnos) sido acolhidas, na BE, pela professora bibliotecária que, através de uma apresentação em prezi e do filme “A Biblioteca” com Mr. Bean, lhes deu a conhecer melhor este espaço, a sua orgânica (nomeadamente o programa Prisma e a organização do fundo documental pela Classificação Decimal Universal - CDU) e as regras de funcionamento, tentando promover a sua utilização. Também lhes deu a conhecer o blogue BiblioESA, sua utilidade e funcionalidades (Fotos).
No final, os alunos foram desafiados a criar um slogan para a biblioteca que entregaram ao seu professor de Português. Estes selecionaram um slogan vencedor por turma:
 “Queres viajar sem sair do lugar? Então vem à Biblioteca Escolar!” 
Ana Teresa Ferreira, nº2, 7ºA
“Biblioteca Escolar, onde o saber ocupa lugar!”
Daniela Silva, nº 9 , 7ºB:
“Tudo o que queres saber aqui podes aprender.”
Rui Soares, nº18, 7º C
“Na Biblioteca Escolar há um mundo para explorar.”
Ana Rita Brandão, nº 5, 7º D
“A Biblioteca é um cantinho onde tudo ganha vida.”
Cátia Ferreira, nº 3, 7º E
“A Biblioteca Escolar - um cantinho importante que dá ajuda na leitura a todo o estudante.”
Ana Sofia Brandão, nº4, 7º F
“Aqui tens, 
daqui levas,
aqui entregas, na Biblioteca da ESA.”
Ana Rita Pereira, nº 3, 7º G

“Na Biblioteca
Estudamos com a Alma
Aprendemos para a Vida.”
 Rafael Gonçalves, nº 24, 7ºH
Aos alunos vencedores foi entregue um exemplar do livro Missão Impossível, de Isabel Alçada e Ana Maria Magalhães (Fotos).
A BE da ESA agradece a colaboração dos professores acompanhantes - Ana Isabel Vieira, Adélia Carvalho, Conceição Brandão, Fátima Carmo, Fátima Duarte, Marisa Saraiva (nas visitas) - e dos professores de Português - Adélia Carvalho, Arminda Santos, Marisa Saraiva, Fátima Carmo e Isabel Oliveira (nos slogans).
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domingo, 16 de novembro de 2014

Conto ao ouvido


"Há quanto tempo ninguém lhe conta uma história ao ouvido?
No dia 18 de novembro, das 8 da manhã às 8 da noite, quem telefonar para Escrever Escrever poderá ouvir uma história. E para quem está longe, estaremos ligados via Skype.
Do outro lado da linha, vários contadores de histórias, de viva voz, em direto e sem gravações, estarão prontos para lhe contar uma história, só para si ou em alta voz. Sem valores acrescentados e ainda com direito a escolher o tipo de conto que quer ouvir.
Vamos ter histórias de aventura, de amor, de suspense; histórias com princesas, com animais ou com ogres; histórias para rir, para chorar por mais, para ficar a pensar. Histórias para os mais pequenos e para os adultos. Vamos ter histórias para todos os gostos e feitios.
Inspirados no livro de Gianni Rodari, “Contos ao Telefone”, a Escrever Escrever vai fazer as histórias passarem de boca a ouvido, de coração a coração. Queremos que as histórias sigam pela linha do telefone e entrem nas casas, ganhem lugar à mesa de jantar e se aninhem nas beiras das camas. Que cheguem a quem está sozinho, às instituições, às salas de aula, a quem vai em viagem, a quem está numa sala de espera com a senha 223, a quem está longe, e já nem se lembra da última vez em que alguém lhe sussurrou ao ouvido uma história em português.

Contos ao Telefone é uma iniciativa da Escrever Escrever para marcar a passagem da Estafeta de Contos, que percorre todo o país de sul a norte, um projeto da Biblioteca de Beja que nasce no encontro de narração oral Palavras Andarilhas.
Pode telefonar quando lhe apetecer, entre as 8 da manhã e as 8 da noite, mas também pode marcar uma hora contactando-nos previamente. A chamada também pode ser feita em alta voz para um grupo específico.

De 18-11-2014 a 18-11-2014
Horário:
Terça
Dia 18 de novembro | 8h - 20h
Telefone: (+351) 21 096 21 58
Linha de Skype: escreverescrever1
A iniciativa é gratuita e sem inscrição."

|ver aqui|
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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Morreu Manoel de Barros, poeta brasileiro


«O poeta brasileiro Manoel de Barros morreu ontem, quinta-feira, aos 97 anos, em Campo Grande no Brasil. 

O poeta que nasceu em Dezembro de 1916 em Cuiabá, no Estado de Mato Grosso, era o “poeta maior” do Brasil, nas palavras de Carlos Drummond de Andrade. Era também advogado e fazendeiro. Ao longo da sua longa carreira obteve importantes prémios literários, como o Prémio Nacional de Poesia (1966), o Prémio Jabuti (1989 e 2002) ou o Prémio da Academia Brasileira de Letras (2000). Em 2012 recebeu o prémio literário da Casa da América Latina». Ler no Público.

«O poeta brasileiro Manoel de Barros morreu esta quinta-feira, aos 97 anos. Manoel de Barros estava internado desde 24 de outubro num hospital de Campo Alegre, Mato Grosso do Sul, onde foi submetido a uma operação ao intestino». Ler no Diário de Notícias.

|notícia retirada daqui|
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terça-feira, 11 de novembro de 2014

7 dias, 7 dicas sobre os media 2015

7 dias, 7 dicas sobre os media

A Rede de Bibliotecas Escolares em parceria com a Direção-Geral da Educação, a Fundação para a Ciência e Tecnologia e o Gabinete para os Meios de Comunicação Social  lançam a 3ª edição do concurso 7 dias, 7 dicas sobre os media.
Com uma imagem renovada, a iniciativa pretende fomentar o uso crítico e criativo dos media, uma utilização mais segura da Internet e o respeito pelos direitos de autor, bem como estimular a colaboração entre professores, alunos, jornais, rádios, televisões e bibliotecas escolares no âmbito da Literacia dos Media.
Todas as escolas, públicas ou privadas, podem apresentar um trabalho por tema e por categoria  (1.º e  2.º ciclos do ensino básico; 3.º ciclo do ensino básico e secundário), sugerindo-se que o Professor Bibliotecário coordene essa participação.
Não é necessária inscrição prévia; basta o envio dos trabalhos para o endereço indicado no regulamento até ao dia 15 de março de 2015.
 Qualquer esclarecimento pode ser solicitado a maria.toscano@mail-rbe.org.
Os autores do trabalho vencedor de cada categoria serão distinguidos individualmente com um tablet ou um cartão oferta de valor equivalente.
Consulte aqui o regulamento.
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Cem livros que só vão ser lidos em 2114. É a biblioteca do futuro.

Uma projeção da Biblioteca do Futuro, que vai ser construída em Oslo, na Noruega
Uma projeção da Biblioteca do Futuro, que vai ser construída em Oslo, na Noruega
A escocesa Katie Paterson plantou uma floresta cujas árvores serão transformadas na biblioteca do futuro, um projeto artístico para um século e para refletir sobre o futuro.
O novo livro de Margaret Atwood não será lido nos próximos cem anos. Será preciso esperar um século para que as árvores em que vai ser publicado cresçam e se transformem em papel e até lá o livro vai ficar fechado numa cápsula do tempo, sem ser lido. A escritora canadiana foi a primeira a aceitar o desafio de escrever para o futuro, mas o convite para participar na Biblioteca do Futuro será estendido a outros 99 autores, um por ano, até 2114. O projeto é da artista escocesa Katie Paterson, chama-se Future Libraries e tem tanto de ambicioso como de cativante.
A Biblioteca do Futuro, uma garantia de que o livro em papel sobrevive até 2114, vai nascer em Oslo, na Noruega. A obra foi encomendada para a série Slow Spaces [Espaços Lentos], um projeto de construção de arte em espaços públicos da Bjørvika Utvikling, explica Anne Beate Hovind, a comissária e produtora da obra. "Quando a Katie me disse o que queria fazer tive um momento de pânico. O que é que faço agora. Cem anos? Porque é que não faz simplesmente uma escultura?", brinca Anne, antes de confessar que ficou logo presa à ideia. "Toda a gente envolvida ficou imediatamente cativada, embora a ideia seja louca. E a resposta tem sido fantástica, estamos muito orgulhosos."
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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Wook lança nova plataforma em linha com conteúdos culturais


A Wook lançou uma plataforma em linha que dá acesso a conteúdos culturais produzidos pela revista LER. Esta nova área cultural permite aos seus utilizadores consultar vários eventos na agenda cultural e inclui entrevistas. A plataforma dá ainda acesso a uma sala de leitura com excertos literários e a uma área de autores, onde se podem ler biografias e bibliografias de autores. Aceda à plataforma aqui.
Biblioteca à(s) 19:07 Sem comentários:
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Entrevista a António Lobo Antunes


«O sol bate nas cortinas e é entre elas que a conversa começa na casa onde vive na Rua do Conde de Redondo, em Lisboa, um antigo café. A olhar para uma fotografia nova na sala. A mãe. “Era muito bonita. Foi embora há menos de um mês.” Que idade na foto? “A gente tem a idade com que nasce. Dez, setenta. Ela era muito nova”.

A conversa alonga-se, uma tarde inteira. Pede algumas reservas. Vai sendo assim. Com interrupções e alguns entusiasmos sobre si enquanto protagonista de uma escrita que diz não controlar, rodeado pelos livros dos outros, por frases e palavras escritas a marcador nas paredes, como fazia em criança no quarto em casa dos pais, em Benfica. Essa casa que se fechou agora e pode voltar a abrir-se como museu, ou fundação. Não quer falar disso». 

António Lobo Antunes escreve Caminho como uma Casa em Chamas, um livro com cenário num prédio de quatro andares e um sótão. O amor, a morte, o tempo, o envelhecimento e o que cada um faz da sua vida são o pretexto para muitas interrogações. Algumas estão nesta conversa meio vadia. Ler no Público.

|notícia retirada daqui|
Biblioteca à(s) 19:04 Sem comentários:
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