segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Estendal poético e frequência com poesia - recolha de poemas no AEA

As Bibliotecas Escolares do Agrupamento de Escolas de Arouca estão a recolher poemas para duas atividades: "Estendal poético" e "Frequência com poesia".

"Frequência com Poesia" e "Estendal Poético" são duas atividades conjuntas da Biblioteca Municipal de Arouca e das Bibliotecas escolares dos agrupamentos de Escolas de Arouca e Escariz, no âmbito do Dia da Poesia.

Estendal Poético
Apresentação de 10 poemas em forma de “estendal”, impressos em t-shirts coloridas, em espaço público do concelho de Arouca e na Escola sede do Agrupamento.
Frequência com Poesia.
Gravação e recitação de poemas na Rádio Regional de Arouca | 103.2FM

Quem pode participar?

Alunos (1º, 2º, 3º ciclo e secundário)
Docentes
Assistentes Operacionais
Encarregados de Educação

Tema livre.

Serão selecionados entre 6 a 12 poemas, de categorias diferentes.

Envie-nos a sua participação com o título do poema, poema, autoria e em que categoria participa para este email - adelaide.peres@agesc-arouca.pt e/ou entregue nas bibliotecas escolares.

Participe!

Data limite - 28 de fevereiro.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

27 de janeiro - Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto

"Esquecer o Holocausto, é matar duas vezes"
Elie Wiesel, sobrevivente do Holocausto 
e prémio Nobel da Paz em 1986




“Pensei nos prisioneiros que permaneceram nus com um tempo gelado, afastado das suas famílias, despidos dos seus cabelos enquanto se preparavam para as câmaras de gás. Pensei também nos que eram mantidos vivos apenas para trabalhar até a morte. Acima de tudo, refleti no quão incompreensível o Holocausto permanece hoje. A crueldade foi tão profunda, a sua escala tão grande, a visão dos Nazis tão distorcida e extrema e o extermínio tão organizado e naturalmente calculado.”
(retirado daqui)



O Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto comemora-se no dia 27 de janeiro, pois, nessa data, no ano de 1945, há exatamente 73 anos, os Aliados libertaram o campo de concentração de Auschwitz-Bikernau, símbolo máximo da barbárie e da desumanidade Nazi.
Recordar este período negro da História da Humanidade e assegurar que não se repete é um dever de todos.


Lembremos todas as vítimas do Holocausto, mas celebremos, também, a coragem daqueles que, com risco da própria vida, optaram por fazer o que consideraram ser correto: Aristides de Sousa MendesAlbertoTeixeira Branquinho, Carlos Sampaio Garrido ou o Padre Joaquim Carreira.

Para mais informações:
Mensagem do Secretário-Geral da ONU (Video): http://vimeo.com/85053314
Sobre o Dia Internacional: http://www.un.org/en/holocaustremembrance/
Sobre o Programa do Holocausto e Divulgação: http://www.un.org/en/holocaustremembrance/bg.shtml
Na Biblioteca existem estes livros:


Obra inicialmente publicada pelo Governo sueco no âmbito do projeto educativo “História Viva” visava divulgar, numa linguagem acessível aos estudantes e ao público em geral, uma informação devidamente documentada sobre um dos acontecimentos mais tenebrosos do século XX: o Holocausto nazi. Composto sobretudo por testemunhos e por fotografias de alguma dureza, teve como objetivo principal apresentar uma história do Holocausto que os pais pudessem utilizar como ponto de partida para o diálogo com os filhos sobre valores morais e democráticos e sobre ética social. O que dizer, escrever ou refletir sobre a morte de seis milhões de pessoas consideradas “sub humanas” e indignas de viver?
Na sua tradução para português, a obra foi enriquecida com textos da autoria da historiadora Irene Pimentel visando contextualizar a política portuguesa durante a Segunda Guerra Mundial, a passagem e a vivência dos refugiados em Portugal e ainda a ação humanitária do cônsul Aristides de Sousa Mendes.
Escrito entre 12 de junho de 1942 e 1 de agosto de 1944, O Diário de Anne Frank foi publicado pela primeira vez em 1947, por iniciativa de seu pai, revelando ao mundo o dia a dia de dois longos anos de uma adolescente forçada a esconder-se, juntamente com a sua família e um grupo de outros judeus, durante a ocupação nazi da cidade de Amesterdão.

Todos os que se encontravam naquele pequeno anexo secreto acabaram por ser presos em agosto de 1944, e em março de 1945 Anne Frank morreu no campo de concentração de Bergen-Belsen, a escassos dois meses do final da guerra na Europa. O seu diário tornar-se-ia um dos livros de não ficção mais lidos em todo o mundo, testemunho incomparável do terror da guerra e do fulgor do espírito humano.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Concurso Nacional de Leitura | 2017-2018


(revisto e adaptado à ESA)


A leitura e a escrita alimentam-se de criatividade, entusiasmo, sonho e vontade de partilhar. São fundamentais para o desenvolvimento de conhecimentos, competências, atitudes e valores.
A leitura será mais uma vez fruída e posta à prova no Concurso Escolar, Municipal e Nacional com o intuito de promover o gosto pelo livro e criar/reforçar hábitos de leitura no Concelho, mais particularmente, na comunidade educativa, motivando para a partilha de leituras, convívio e competitividade saudável entre os participantes.
A 12.ª Edição do Concurso Nacional de Leitura, com início no dia 20 de novembro de 2017, data oficial de abertura, e término no dia 10 de junho de 2018, data de celebração da língua portuguesa, é organizado pelo Plano Nacional de Leitura 2027, em articulação com a Rede de Bibliotecas Escolares, com a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB), com o Camões - Instituto da Cooperação e da Língua (Camões, IP), com a DGAE/DSEEPE, versão lusófona, e com a Rádio e Televisão Portuguesa e compreende duas fases, a regional e a nacional, sendo que o presente documento regula os procedimentos relativos à participação na fase regional.

1. OBJETIVOS
O objetivo central do Concurso Nacional de Leitura é estimular hábitos de leitura e pôr à prova competências de leitura e de análise e de interpretação textual nas crianças e jovens que frequentam o Ensino Básico e o Ensino Secundário.

2. CALENDARIZAÇÃO
O Concurso Nacional de Leitura compreende a Fase Regional e a Fase Nacional, decorrendo em momentos distintos, englobando:
2.1.FASE REGIONAL – 1.º Momento – Provas nas escolas:
2.1.1. Decorrerão no início do segundo período do ano letivo;
2.1.2. São organizadas em cada uma das Escolas do Agrupamento de Escolas de Arouca e do Agrupamento de Escolas de Escariz inscritas e coordenadas pelos Professores Bibliotecários;
2.1.3. São realizadas provas escritas, preferencialmente em plataforma moodle, sob a forma de questionário online para apurar 1 vencedor por cada nível de ensino (3º ciclo do ensino básico e ensino secundário)

ESCOLA SECUNDÁRIA DE AROUCA

Ensino Básico
06 de fevereiro 2018 | 11h50min

Ano
Turma
Número de alunos
Sala
A
4
TIC 4
B
6
D
2
TIC 2
F
1
G
1
A
4
TIC 5
C
6
E
2
TIC 2
A
3
TIC 6
B
2
C
3
E
5

Ensino Secundário
16 de fevereiro 2018 | 15h10min

Ano
Turma
Número de alunos
Sala
10º
A
4
TIC 6
E
1
F
1
I
16
TIC 5+TIC 6
11º
C
1
TIC 6
D
2
12º
A
1
TIC 6


2.1.4. São avaliadas pelo número de respostas certas e pelo tempo de resposta;
2.1.5. Culminam no final mês de fevereiro com o apuramento e anúncio dos alunos selecionados para as provas municipais.

2.2. FASE REGIONAL – 2.º Momento – Provas BM;
2.2.1. São organizadas pela Biblioteca Municipal, em articulação com as escolas e a CIBE;
2.2.2.Realizam-se na Biblioteca Municipal de Arouca, no dia 13 de abril de 2018, às 14:30;
2.2.3. Consistem numa prova pública, em formato de entrevista/prova oral;
2.2.4. Constitui o Júri a técnica da Biblioteca Municipal de Arouca, Dra. Margarida Rocha, a Coordenadora Interconcelhia das Bibliotecas Escolares, Dra. Isabel Pardal, e um convidado externo de reconhecido mérito nas áreas da leitura e da escrita, Professora Doutora Maria de Lurdes Correia Fernandes;
2.2.5. Serão apurados os alunos vencedores que representarão o Município de Arouca no momento seguinte, de contexto intermunicipal (1 vencedor em cada nível de ensino).

2.3. FASE REGIONAL – 3.º Momento – Provas Intermunicipais nas áreas metropolitanas;
2.3.1. Realização de provas para a seleção de 2 concorrentes vencedores por CIM/AM/Escolas Portuguesas no Estrangeiro, em cada nível de ensino que irão competir na Final Nacional.
2.3.2. Decorrem entre os dias 1 e 25 de maio.


2.4. FASE NACIONAL
2.4.1. A final nacional do Concurso Nacional de Leitura terá lugar a 10 de junho de 2018, dia em que se celebra a língua portuguesa.


3. CONDIÇÕES GERAIS DE PARTICIPAÇÃO
3.1. A participação no Concurso Nacional de Leitura está aberta aos alunos que frequentam qualquer escola do Agrupamento de Escolas de Arouca e do Agrupamento de Escolas de Escariz;
3.2.Os concorrentes serão distribuídos em quatro Categorias:
3.2.1. Primeiro Ciclo do Ensino Básico;
3.2.2. Segundo Ciclo do Ensino Básico;
3.2.3. Terceiro Ciclo do Ensino Básico;
3.2.4. Ensino Secundário.

4. OBRAS SELECIONADAS PARA AS PROVAS
4.1. No 1.º momento (Provas nas Escolas), as obras são escolhidas pelo Júri do Concurso, em articulação com as escolas e professores bibliotecários, a saber:

4.1.1.Primeiro Ciclo do Ensino Básico:
(AEA) O Espanta -Pardais, de Maria Rosa Colaço
(AEA) O Segredo do rio, de Miguel Sousa Tavares
(AEE) O senhor do seu nariz, de Álvaro Magalhães
(AEE) O gigante egoísta e o príncipe feliz, de Oscar Wilde

4.1.2. Segundo Ciclo do Ensino Básico:
(AEA) O Espectador Intrometido, de Nuno Magalhães Guedes
(AEA) A Aventura no Castelo, de Enid Blyton
(AEE) A Viúva e o Papagaio, de Virgínea Wolf
(AEE) Missão impossível, de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada

4.1.3.Terceiro Ciclo do Ensino Básico:
(AEA) Os livros que devoraram o meu pai, de Afonso Cruz
(AEE) História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar, de Luís Sepúlveda
(AEA) (AEE) O Principezinho, de Saint Exupery
(AEA) (AEE) O guarda da praia, de Maria Teresa Maia Gonzalez

4.1.4. Ensino Secundário:
(AEA) (AEE) Debaixo de algum céu, de Nuno Camarneiro

4.2. No 2.º momento (Provas na Biblioteca Municipal), as obras são escolhidas pelo Júri do Concurso, em articulação com as escolas e professores bibliotecários, a saber:

4.2.1.Primeiro Ciclo do Ensino Básico:
O rapaz da bicicleta de vento e outras andanças, de João Manuel Ribeiro

4.2.2. Segundo Ciclo do Ensino Básico:
A mala rápida do Senhor Parado, de Rui Almeida Paiva

4.2.3.Terceiro Ciclo do Ensino Básico:
Um Homem e o Seu Cão, de Thomas Mann

4.2.4. Ensino Secundário:
A lenda de Martim Regos, de Pedro Canais


5. PRÉMIOS
5.1. Será atribuído a cada participante um certificado de participação.
5.2. No primeiro momento, os prémios a atribuir aos vencedores serão decididos a nível de escola.
5.3. No segundo momento, os dois primeiros classificados de cada uma das categorias receberão prémios atribuídos pela Câmara Municipal de Arouca.


6. OMISSÕES
Todos os casos omissos neste regulamento serão resolvidos pelo Júri do Concurso em contexto municipal.


Arouca, 16 de janeiro de 2018

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Passatempo Dia da Internet Mais Segura 2018!


Ganha uma câmara desportiva ou um tablet e mais uma estadia numa Pousada de Juventude!

Participa no passatempo Dia da Internet Mais Segura 2018!

Para comemorar o dia da Internet Mais Segura o Centro Internet Segura convida-te a criar uma fotografia junto do cartaz da Linha Internet Segura “Aceita o Desafio!”.

Procura o cartaz na tua escola ou numa Loja PontoJA perto de ti!

Dá asas à tua criatividade! Queremos fotos originais, composições divertidas, que mereçam muitos likes. Podes utilizar montagens, aplicar os filtros de que mais gostas ou até criar distorções gráficas, desde que respeites as normas do passatempo.

Deves ter entre 13 e 30 anos e antes de fazer e enviar a tua foto lê atentamente o Regulamento do passatempo  para que a tua participação seja considerada válida!

As fotos, onde não devem aparecer pessoas que possam ser identificadas, deverão ser publicadas no Facebook, na página/perfil do Centro Internet Segura, no período de 22 de janeiro a 01 de fevereiro de 2018 e o respetivo link enviado para o email: internetsegura@fct.pt .

A lista dos/as vencedores/as do passatempo será divulgada a partir das 16 horas do dia 01 de Fevereiro de 2018, no Facebook Internet Segura e IPDJ/ Portal da Juventude, no Site Internet Segura e no Portal da Juventude.

Os prémios serão entregues durante o evento de celebração do Dia da Internet Mais Segura a ter lugar em Braga, a 6 de Fevereiro de 2018 em local a confirmar, e onde os vencedores poderão conhecer e tirar fotos com os actores que integram a peça “Identidade Digital 2.0”: Alexandre da Silva, Pedro Górgia e Tiago Aldeia.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Dia do Perfil dos Alunos | 15 de janeiro


O Ministério da Educação, em colaboração com a Federação Nacional de Associações de Estudantes dos Ensinos Básico e Secundário, desafia todas as escolas a participarem, no dia 15 de janeiro de 2018, num amplo debate nacional com o objetivo de refletir sobre como organizar a escola e o ensino, com vista à concretização do Perfil dos Alunos no Final da Escolaridade Obrigatória.

Perfil dos Alunos, homologado pelo Despacho n.º 6478/2017, de 26 de julho, configura o que se pretende que os jovens alcancem no final da escolaridade obrigatória, sendo, para tal, determinante o compromisso da escola e de todos os que lá trabalham, das famílias e encarregados de educação, dos decisores políticos e da sociedade em geral. Neste sentido, julga-se oportuno e importante desenvolver uma iniciativa que promova a apropriação deste documento por todos aqueles que, de uma forma ou outra, têm intervenção na educação dos jovens portugueses e a reflexão focada em soluções concretas de organização da escola e do ensino, que visem a consecução do Perfil dos Alunos.

Neste dia 15 de janeiro realizar-se-á uma Conferência Nacional em Lisboa e, em simultâneo, as escolas associam-se localmente, num movimento que se pretende de âmbito nacional. A ideia é que, por um dia, as escolas suspendam a sua rotina diária e possam acompanhar a Conferência Nacional, em direto, via internet, organizar Conferências Locais e desenvolver outras atividades.


Conteúdo relacionado:

 Fonte: DGE

O nosso agrupamento também vai participar. Esteja atento ao cronograma das ações a desenvolver!

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Um manifesto contra as histórias

As histórias fazem mal às crianças! Ajudam a pensar e a crescer; e isso é mau!
As histórias fazem mal às crianças! Porque as educam para a palavra; e isso é mau.  Porque, em vez de lhes falarem de médias ou de desvios-padrão, as histórias as sensibilizam para ver o mundo e as pessoas, e as ensinam a conhecer a vida com inteligência e a bondade. Falam-lhes de bruxas ou de duendes e ajudam-nas a compreender a maldade. E a entender que ela não vem nem de Marte nem do Inferno mas de pessoas, em quase tudo, parecidas com o que somos.
As histórias fazem mal às crianças! Porque as ajudam a vislumbrar que elas (as histórias, sim) não se lêem nem com a boca nem com os olhos. Mas com a alma, e isso é mau. Porque faz com que percebam que quem lê interpreta sentimentos e isso torna as crianças muito perigosas. Porque assim, no infantário, elas deixam de ler, unicamente, letras e palavras que mal entendem, repetindo, unicamente (como algumas pessoas generosas, mas insensatas, exigem que elas façam). E torna-as audazes e atentas. E sagazes. Tudo aquilo que quem imagina a escola como um paraíso de crianças sossegadas deseja que não sejam.
As histórias fazem mal às crianças! Porque se elas crescem em torno de personagens sem curriculum, sem nome de família e sem referências e, para mais, de índole duvidosa (como a Carochinha ou o Asterix, o Gato das Botas ou o Tintin, por exemplo) isso é mau. Porque elas também convivem com D. Afonso Henriques, com Humberto Delgado ou com D. Dinis e, de repente, elas não percebem se, também eles, são personagens de histórias de aventuras ou pessoas da família de quem falam sem veneração mas, estranhamente, com orgulho e com ternura.
As histórias fazem mal às crianças! Porque as obrigam a fazer de conta que acreditam nas personagens ou nos enredos, e que tudo se passou, seguramente, e com verdade; e isso é mau. Porque o fazem, unicamente, para não decepcionarem os pais ou outros amigos que lhas contam. E essa bondade, discreta e elegante, é perigosa. Por mais que haja quem garanta, que são as histórias quem, magicamente, torna as crianças mais capazes de... acreditar.
As histórias fazem mal às crianças! Porque lhes dão a luminosidade de escutar e a fantasia e a audácia de imaginar; e isso é mau. Porque lhes permite a arte do encontro e o frenesi de pensar em coro, a uma voz. Tudo aquilo que quem as acha, invariavelmente, hiperactivas ou distraídas receia que elas sejam.
As histórias fazem mal às crianças! Porque as torna livres; e isso é mau. Porque deixam de ser submissas... E, podendo ser perseverantes e abnegadas, leva a que se movam, sobretudo, pela paixão. E em vez de falarem por murmúrios amigos do pessimismo (que é uma forma urbana de desconfiar do futuro) as histórias dão-lhes a História (que faz com que se chegue, no mesmo instante, ao passado e ao futuro). E esclarecem-nas acerca das façanhas dos avós e as dos pais que lhes dão o orgulho (de serem parte de si) e a humildade (de lhes faltar quase tudo para serem como eles) sem as quais nunca se chega à esperança e ao futuro.
As histórias fazem mal às crianças! Porque as torna escutadoras; e isso é mau. Porque em vez de pensarem, unicamente, com a cabeça passam a ouvir com o coração. E ao levá-las da fantasia à palavra, fazem com que vistam, de forma simples e transparente, aquilo que sentem ou o que imaginam. E habilita-as - perigosamente - para não guardarem uma emoção que seja só para elas.


As histórias fazem mal às crianças! Porque todas as histórias são de encantamento; e isso é mau. Porque mesmo as que falam de monstros ou que lhes tragam calafrios, ou até mesmo aquelas que fazem cócegas nas ideias, encantam. Porque as levam a comungar (e só isso é encantar) com sentimentos de que fugimos e com quem os esclarece só para nós. E porque embrulham os medos num enredo e as deixam guiar-se entre eles, pela mão de alguém (que só pode ser carinhoso ou especial), as histórias são perigosas porque tornam as crianças amigas do desconhecido, leais e destemidas. E afoitas, claro.


As histórias fazem mal às crianças! Porque lhe educam o coração e as ligam, sobretudo, a quem as lê; e isso é mau. Porque quem lhes conta um conto se acrescenta a si, num ponto. E desvenda-se e aproxima-se e, com isso, enternece. E leva as crianças a ancorar no seu olhar e, partindo dele, a conhecerem-se por dentro. E torna-as mais amigas da beleza e do brincar. E - muito pior... - torna-as mais engenhosas para conhecer. E, dum jeito misterioso, encaminha-as para considerar que, sejam elas quais forem, todas as histórias parecem ter sido, delicadamente, preciosamente, unicamente... escritas para elas.


As histórias fazem mal às crianças! Porque elas fazem de conta; e isso é mau. Porque põem-nas no lugar do outro (que, nesse mesmo momento, se torna parte de si). E as leva, literalmente, a fazer de... conta (não de número). Isto é, puxa-lhes pela cabeça para que entendam que as histórias se lêem pelas entrelinhas, com tudo aquilo que nos sugerem - subtraia ou multiplique, divida ou acrescente - por mais que não pareça. E são, por isso, mais amigas da matemática do que se supunha.


As histórias fazem mal às crianças! Porque as desarrumam por dentro; e isso é mau. Porque, se for preciso, as histórias são rebeldes (e, em vez de pintas nos is as põem nos és). E nem todas são compenetradas (há quem diga que trazem macacos para o sotão ou que põem minhocas na cabeça). E - pior, ainda - há quem garanta que elas geram nervoso miudinho (que torna as crianças, perigosamente, mais curiosas e mais audazes).


As histórias fazem mal às crianças! Porque ensinam a re-conhecer; e isso é mau. Reconhecer de conhecer outra vez. Reconhecer de conhecer melhor. E reconhecer de estar grato a quem gosta de nós e nos dá ao conhecer ao mesmo tempo. Porque isso as inicia na magia de duas pessoas se co-moverem uma para a outra. Porque só se comove quem se co-move! E essa comunhão torna as crianças sábias e serenas. E só isso faz que, quando escutem, as crianças fechem os olhos para ver.

As histórias fazem mal às crianças! Mas são, ainda assim, a sobremesa do pensamento e a digestão de tudo aquilo que se aprende; e isso é mau. Porque se tornam necessárias e insubstituíveis e lhes dão uma gramática para tudo aquilo que se vive. Porque as educam para que duas imaginações que se puxam uma à outra são como um abraço (e isso faz com que percebam que um abraço são dois colos que se dão um ao outro ao mesmo tempo). E ensinam, como mais nada, que - por mais palpável que seja aquilo que se crie - todo o conhecimento começa numa história e, volta a ela, depois de construído. O que faz com tudo seja, para além do que parece (como as histórias, aliás) um património imaterial da Humanidade.


Por tudo isto, deixem-se de... “histórias”! E contem histórias!