sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Voltaire volta a entusiasmar os leitores franceses


«Um quarto de milénio depois, Voltaire (1694-1778) volta a entusiasmar os leitores franceses: os atentados terroristas em Paris de 7 e 8 de Janeiro trouxeram de novo para a ordem do dia os seus textos e, em particular, o seu Tratado sobre a Tolerância(1763), livro que de imediato começou a correr entre as mãos dos franceses e se tornou mesmo um best-seller no país.» Ler no Público.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Prémio Literário Vergílio Ferreira 2015 atribuído a Lídia Jorge


«A escritora portuguesa Lídia Jorge foi esta quarta-feira distinguida com o Prémio Literário Vergílio Ferreira 2015, atribuído pela Universidade de Évora (UE), revelou à agência Lusa fonte da academia alentejana.

A vencedora foi escolhida durante uma reunião do júri, que foi presidido por António Sáez Delgado e integrou, entre outros, Eduardo Lourenço e Fernando Pinto do Amaral.

Instituído pela UE em 1997, o Prémio Vergílio Ferreira destina-se a distinguir, anualmente, o conjunto da obra literária de um autor de língua portuguesa relevante no âmbito da narrativa e/ou ensaio.» Ler no Público.

«A escritora portuguesa Lídia Jorge venceu hoje o Prémio Literário Vergílio Ferreira 2015, atribuído pela Universidade de Évora (UÉ), revelou à agência Lusa fonte da academia alentejana.» Ler no Diário Digital, na RTP e no Correio da Manhã.

«A escritora Lídia Jorge, hoje distinguida com o Prémio Vergílio Ferreira, da Universidade de Évora, afirmou-se emocionada, porque foi "muito amiga" de Vergílio Ferreira, que foi o primeiro que a reconheceu como seu par.» Ler no Diário Digital e na RTP.

O concurso “Jovens Autores de Histórias ilustradas” quer o teu talento

Screen Shot 2015-01-27 at 10.55.36
A Nissan acaba de lançar o concurso com apoio do Plano Nacional de Leitura, e está à procura novos talentos na escrita e ilustração nacional. A “Condução Autónoma” (que em breve poderá tornar-se uma realidade) é o tema desta edição do concurso, que envolve cerca 940 escolas secundárias e 400 mil alunos. Tens até 31 de maio para participar. Põe o teu talento à prova!
O objetivo é formares uma dupla com um colega e criarem um trabalho sob o mote “Condução Autónoma”, para ser escolhido para representar o vosso Agrupamento/Escola não agrupada. As ilustrações devem ser obrigatoriamente feitas à mão (ou seja, não são permitidas quaisquer ferramentas digitais), sendo que o trabalho final (texto+ilustração) não pode exceder as 10 páginas.
Podes consultar o regulamento (no fundo da página) para teres a certeza de que está tudo nos conformes.
A selecção dos melhores trabalhos será feita por um júri nacional composto por personalidades e entidades de renome nas suas áreas: a escritora Ana Maria Magalhães, a jornalista Bárbara Wong, o ilustrador Paulo Galindro, o escritor António Torrado em representação da Sociedade Portuguesa de Autores, o pintor Eurico Gonçalves pela Sociedade Nacional de Belas Artes, o Comissário do PNL, o Professor Fernando Pinto do Amaral, um representante da Editora Leya, e Guillaume Pelletreau, director-geral da Nissan em Portugal.
Os alunos vencedores serão premiados com a publicação de um livro, que incluirá os nove melhores trabalhos apurados pelo júri, bem como, a história ilustrada escolhida entre a comunidade da Nissan Portugal no Facebook.
Terão ainda direito a uma viagem a uma instalação da Nissan, e um fim-de-semana na cidade europeia mais próxima – podes ver aqui o vídeo da Mais Educativa TV, que acompanhou os vencedores do ano passado na sua viagem à fábrica da Nissan em Barcelona.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Hoje, 28 de janeiro, Dia da Proteção de Dados.

Hoje, 28 de janeiro, assinala-se o Dia da Proteção de Dados.
Hoje, 28 de Janeiro, assinala-se o Dia da Protecção de Dados.
Assume o controlo dos teus dados pessoais.

Consulta brochura em formato PDF produzida pela Comissão Europeia sobre o tema da proteção de dados pessoais.

Dez coisas que você não sabia sobre Lewis Carroll

Alices-Adventures-in-Wonderland
Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, cujo nome verdadeiro era Charles Lutwidge Dodgson, foi publicado há 150 anos. Para celebrar esta data a Publishers Weekly, publicação dedicada ao mercado editorial, reuniu um conjunto de dez factos sobre o autor e que poucos leitores conhecerão. Ora aqui ficam alguns deles:
– Carroll sofria de inúmeras maleitas: enxaquecas, epilepsia, surdez parcial, hiperatividade e gaguez.
– Era um grande escritor de cartas, chegando a enviar mais de duas mil num ano. E às vezes escrevia ao contrário, obrigando o pobre do recetor da carta a lê-la através de um espelho.
Charles Dodgson
–  O gato Cheshire foi inspirado nos moldes de queijo do condado de Cheshire, em Inglaterra, uma zona rica em produção de laticínios, onde a frase «to grin like a Cheshire cat» (rir tolamente, a propósito de tudo e de nada, segundo o dicionário da Porto Editora) era uma expressão muito usada. Os queijeiros moldavam o queijo de forma a ficar com uma cabeça de gato sorridente.
– É possível encontrar um coelho branco e Alice segurando um flamingo nos vitrais de uma igreja do Christ College, em Oxford, onde Carroll passou grande parte da sua vida.
– Mesmo depois de Alice ter alcançado sucesso internacional, a única vez que Carroll viajou foi em 1867 em que foi à Rússia. No regresso parou na Polónia, Alemanha, Bélgica e França.
As restantes curiosidades podem ser encontradas aqui.
Acresce ainda um outro facto curioso acerca de Lewis Carroll – é que ele era matemático e inseriu diversos enigmas matemáticos e de lógica nos seus livros.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Auschwitz, 70 anos depois da libertação

Auschwitz, 70 anos depois da libertação
Hoje assinalam-se os setenta anos da libertação do campo de concentração de Auschwitz, onde foram exterminados mais de um milhão de judeus. Um holocausto terrífico que matou ainda mais judeus e pessoas de outras raças e religiões. 
Para aquelas crianças que ainda não começaram a estudar a Segunda Guerra Mundial, o dia de hoje pode ser um meio de introduzir o assunto, ou para aqueles que já começaram, a desenvolver os seus conhecimentos da perspetiva da literatura. Nada como falar de um tema através dos livros. Aqui ficam alguns títulos para adolescentes relacionados com a Segunda Grande Guerra.
cherubguerra
A Evasão, CHERUB Henderson’s Boys – livro 1, de Robert Muchamore, Porto Editora
«Estamos no verão de 1940 e o exército de Hitler está a avançar por Paris, obrigando à evasão de milhões de civis franceses. No meio do caos, duas crianças britânicas são perseguidas por agentes alemães. O espião inglês Charles Henderson tenta alcançá-las primeiro, mas só conseguirá fazê-lo com a ajuda de um órfão francês de 12 anos. Os serviços secretos britânicos estão prestes a descobrir que as crianças podem ajudá-los a vencer a guerra.»
o_rapaz_pijama_riscas
O Rapaz do Pijama às Riscas, de John Boyne, Edições ASA
Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para o 3.º ciclo, destinado a leitura autónoma.
«Ao regressar da escola um dia, Bruno constata que as suas coisas estão a ser empacotadas. O seu pai tinha sido promovido no trabalho e toda a família tem de deixar a luxuosa casa onde vivia e mudar-se para outra cidade, onde Bruno não encontra ninguém com quem brincar nem nada para fazer. Pior do que isso, a nova casa é delimitada por uma vedação de arame que se estende a perder de vista e que o isola das pessoas que ele consegue ver, através da janela, do outro lado da vedação, as quais, curiosamente, usam todas um pijama às riscas. Como Bruno adora fazer explorações, certo dia, desobedecendo às ordens expressas do pai, resolve investigar até onde vai a vedação. É então que encontra um rapazinho mais ou menos da sua idade, vestido com o pijama às riscas que ele já tinha observado, e que em breve se torna o seu melhor amigo…»
diarioannefrank
O Diário de Anne Frank, de Anne Frank, Livros do Brasil
Um livro incontornável que revela as visões e sentimentos de uma jovem de treze anos que sofre na pele a perseguição aos judeus.
Livro recomendando pelo Plano Nacional de Leitura para o 8.° ano de escolaridade, destinado a leitura orientada – Grau de Dificuldade I.
«Todos conhecem a história profundamente dramática da jovem Anne Frank. Publicado pela primeira vez em 1947, por iniciativa de seu pai, o Diário veio revelar ao mundo o que fora, durante dois longos anos, o dia-a-dia de uma adolescente condenada a uma voluntária auto-reclusão, para tentar escapar à sorte dos judeus que os alemães haviam começado a deportar para supostos «campos de trabalho». Tentativa sem final feliz. Em Agosto de 1944, todos aqueles que estavam escondidos no pequeno anexo secreto onde a jovem habitava foram presos. Após uma breve passagem por Westerbork e Auschwitz, Anne Frank acaba então por ir parar a Bergen-Belsen, onde vem a morrer em Março de 1945, a escassos dois meses do final da guerra na Europa.»
rapariga_roubava_livros
A Rapariga Que Roubava Livros, de Markus Zusak, Editorial Presença
Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para o 9.º ano de escolaridade, destinado a leitura orientada – Grau de Dificuldade II.
«Quando a morte nos conta uma história temos todo o interesse em escutá-la. Assumindo o papel de narrador em A Rapariga Que Roubava Livros, vamos ao seu encontro na Alemanha, por ocasião da segunda guerra mundial, onde ela tem uma função muito activa na recolha de almas vítimas do conflito. E é por esta altura que se cruza pela segunda vez com Liesel, uma menina de nove anos de idade, entregue para adopção, que já tinha passado pelos olhos da morte no funeral do seu pequeno irmão. Foi aí que Liesel roubou o seu primeiro livro, o primeiro de muitos pelos quais se apaixonará e que a ajudarão a superar as dificuldades da vida, dando um sentido à sua existência. Quando o roubou, ainda não sabia ler, será com a ajuda do seu pai, um perfeito intérprete de acordeão que passará a saber percorrer o caminho das letras, exorcizando fantasmas do passado.»
longoinverno
O Longo Inverno, de Ruta Sepetys, Contraponto
«Em 1941, Lina, de quinze anos, prepara-se para ingressar na escola de artes e para tudo o que aquele verão lhe pode proporcionar. No entanto, uma noite, a polícia secreta soviética invade a sua casa, levando-a juntamente com a sua mãe e o irmão mais novo. São enviados para a Sibéria. O pai de Lina é separado da família e conduzido a um campo de concentração. Lina decide arriscar tudo e usa a sua arte como forma de enviar mensagens, na esperança de que estas cheguem ao campo prisional onde o seu pai se encontra e lhe transmitam que a sua família ainda está viva. É uma longa e comovente viagem. Apenas a força, o amor e a esperança fazem com que Lina e a família resistam a cada dia. Mas será isso suficiente para os manter vivos?»

Estátua de Mafalda inaugurada em Espanha

mafaldaestatua3
(c) Mafalda Oficial Facebook
O cartoonista Joaquín Salvador Lavado, mais conhecido como Quino, inaugurou recentemente uma estátua de Mafalda em Oviedo, Espanha. Com cerca de oitenta centímetros de altura, feita de um material resistente aos maus-tratos do tempo, Mafalda encontra-se sentada num banquinho, com o seu vestidinho vermelho, no Campo San Francisco. A obra é de Pablo Irrgang e vem assinalar os cinquenta anos da personagem de Quino.

O velho e o mar – do livro aos filmes

velhomar7
O livro     
O velho e o mar, último livro publicado em vida por Ernest Hemingway, é uma narrativa literária de complexa classificação. Para uns, um conto, para outros, uma novela, para Jorge de Sena, um «breve poema em prosa, uma epopeia de simples trama, singelamente narrada» (Cf. Prefácio De Jorge de Sena in O velho e o mar,Edição Livros do Brasil, Lisboa, 1956 ).
O livro narra a história de um velho pescador, Santiago, que está a atravessar uma fase de pouca sorte na pesca, pois não apanhou nenhum peixe durante oitenta e quatro dias seguidos. Santiago tem um grande amigo, Manolin, um rapaz a quem ensinou a pescar, que foi seu companheiro de barco até os pais o proibirem de voltar para o mar com o velho. Este regressa à faina, sozinho, e enceta uma luta de vida e de morte para capturar um peixe enorme. Passa quatro dias em alto mar até conseguir capturar «o seu irmão peixe». Quando se sente triunfante, é atacado por tubarões que comem o peixe deixando apenas a carcaça. Santiago regressa derrotado e exausto, deita-se e dorme (ou estará moribundo?).
Da novela, publicada em 1952, fizeram-se duas adaptações para cinema e uma para televisão. O primeiro filme, realizado em 1958, dirigido por John Sturges e com interpretação de Spencer Tracy, durava oitenta e seis minutos. O telefilme foi realizado em 1990 por Jud Taylor, com a duração de noventa e dois minutos e o filme curto de animação foi produzido em 1999 por Alexander Petrov e tem vinte minutos. O primeiro não se encontra à venda e na internet está disponível, apenas, um vídeo de quatro minutos. Os outros dois podem ser visualizados, na totalidade, na internet.
O telefilme e o filme de animação  
O velho e o mar – filme para televisão, e O velho e o mar – filme de animação, são dois textos fílmicos criados a partir de um texto verbal: uma obra literária. Trata-se de dois exemplos de transcodificação intersemiótica em que é notória a interpretação de cada um, traduzida na apropriação distinta dos códigos dos diferentes sistemas semióticos.
Existe, no entanto, uma grande distinção entre os dois. No primeiro há a transposição de um texto literário para um texto audiovisual, concretamente um filme para televisão. No segundo essa transposição é feita em dois momentos distintos: do texto literário para o texto pictórico e em seguida, do texto pictórico para o texto audiovisual.
velhomar6velhomar2
Alexander Petrov executou pinturas em placas de vidro, feitas com os dedos e com pincéis e transpô-las para vinte e nove mil fotogramas. A transformação da situação inicial deu-se, assim, em dois suportes diferentes, cada um com os seus códigos próprios. Os signos verbais do livro foram transformados em signos materiais das pinturas que por sua vez foram transformados num texto hibrido, com imagem, som e música: do texto literário para o texto pictórico e em seguida, do texto pictórico para o texto audiovisual.
As imagens do filme de animação possuem uma grande qualidade estética e uma forte sensibilidade inerente. Poderiam não existir diálogos que o sentido da história seria apreendido da mesma forma. A própria utilização das cores transmite a mensagem desejada. A sucessão dos dias e das noites é dada pela paleta de tons escolhidos para o nascer e o pôr-do-sol. Os azuis do mar e do céu, não só se referem ao espaço físico, ou às condições meteorológicas, como também nos deixam perceber o estado psicológico das personagens. As cores vivas do final transmitem uma sensação de esperança no futuro, protagonizada na juventude do rapaz que corre.
velhomar1 velhomar4
O resultado desta junção de signos diferentes materializou-se numa obra de arte onde «o signo mágico seduz e encanta» (Umberto Eco in A definição da arte). A intertextualidade é sempre intrínseca ao texto audiovisual, neste caso, é-o duplamente, pois o resultado final é um texto criado a partir de outro texto que por sua vez já foi criado a partir de outro texto.
As imagens do filme para televisão têm um cunho mais realista, onde a intensidade dramática é fortalecida através das aproximações da câmara e dos grandes planos.
v.martelef. velhomartelefilme
Apesar de ter apenas vinte minutos, o filme curto funciona como uma síntese da obra de Ernest Hemingway. Há um reconhecimento imediato desta por parte do espectador. No telefilme esse reconhecimento não é tão imediato e é interrompido pelas cenas e personagens introduzidas e não existentes no livro. Estas cenas pretendem, provavelmente, criar uma atenção acrescida e oferecer uma pluralidade de enunciados narrativos, com o objectivo de prender o telespectador ao aparelho.
No telefilme, a música funciona como um acompanhamento da imagem e da palavra escrita. É viva e dinâmica quando as cenas o são, é dramática e sentimental quando a situação o requere. É, toda ela, executada por uma orquestra. No filme de Petrov, a música é produzida com instrumentos, vozes, sons de animais: gaivotas, elefantes, leões, pássaros e sons do mar, dos remos a rasgar a água. Toda esta sonoridade contribui para criar um ambiente lírico e poético.
Os dois filmes representam uma recriação da obra inicial, distinta desta, que reflecte um outro olhar, uma outra leitura, mas que perpetua a sua dimensão existencial, filosófica e humana.
O filme de animação encontra-se aqui. O telefilme (The old man and the sea, de Jud Taylor) aqui.
Título: O Velho e o MarAutor: Ernest Hemingway
Tradução e Prefácio: Jorge de Sena
Editora: Livros do Brasil
|notícia daqui|

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Literatura Agora

Um programa sobre literatura apresentado por Pedro Lamares
Literatura Agora é isso mesmo, um programa de Literatura com apresentação de Pedro Lamares. A palavra escrita está portanto em primeiríssimo lugar. Cada episódio tem dois momentos de elogio à obra literária, com excertos de poesia e de prosa escolhidos e ditos por Pedro Lamares e Filipa Leal. A eles se juntam reportagens com a ambiciosa pretensão de abarcar o vasto universo da literatura: quem a escreve, quem a diz, quem a serve, quem a traduz e quem a guarda. A literatura na música, no cinema, no quotidiano e como inspiração para os mais variados criadores. Ao longo de cada emissão, tempo ainda para abordar alguns dos grandes temas da literatura, bem como a história e as estórias de livrarias, bibliotecas e outros tantos espaços com livros dentro.

Episódio 1 de 22
Duração: 25 min
Neste primeiro episódio, o Literatura Agora apresenta-se como um programa dedicado às diferentes presenças da literatura nas outras artes e no quotidiano. Pedro Lamares lança o que virá a tomar lugar de costume neste programa: dois momentos da palavra escrita, poesia e prosa, com textos escolhidos por ele, Pedro Lamares, e por Filipa Leal; textos que nesta emissão são especialmente dedicados ao poema e ao dizer poesia. Seguindo o rastro da obra literária por universos diversos, chegamos ao Fado, Património Imaterial da Humanidade. Importa pois lembrar não só quem o canta e quem o toca, mas também quem lhe deu a palavra. Em espaço de reportagem, a viagem é feita pelos poemas que se deram ao fado e aos poetas que encontraram nos fadistas a voz para as suas palavras. Em jeito de partilha, o jovem encenador Daniel Gorjão fala sobre um dos livros da sua vida e de como os poetas podem mudar a forma de se estar no mundo. Neste programa, destaque ainda para a história de uma verdadeira dinastia de alfarrabistas do Porto, guardiões de um tesouro: uma obra inacabada de Camilo Castelo Branco que, por duas vezes, em tempos diferentes, esteve no centro da polémica.

Episódio 2 de 22
Duração: 25 min
O Literatura Agora inicia este segundo episódio com as palavras vivas que têm servido a escrita embargada ora pelo temor ora pela condolência da morte. Do testamento às páginas de um livro feitas de desabafo e saudade. Em reportagem, percorremos a história de uma das mais belas e importantes bibliotecas do mundo: a biblioteca nacional de Mafra com as suas raridades, guardiães e segredos. Depois, seguimos o rastilho de alguns dos escritores que se fizeram à frente de guerra ao longo do século XX. A poesia chega esta semana também com versos enlaçados ao término da vida. Tempo ainda para conhecer um dos livros da vida da inconfundível voz da rádio - Fernando Alves.

Episódio 3 de 22
Duração: 25 min
Neste terceiro episódio do "Literatura Agora", Pedro Lamares convida às palavras escritas com humor. Rir é fácil! Será que a literatura é coisa tão séria que para ser realmente boa tem de ser difícil? Na verdade, a ironia, o sarcasmo e o escárnio servem de condimento a grandes obras literárias. E, por falar em grandes obras, é pertinente pensar nas capas que, ao longo dos séculos, passaram de mera proteção dessas obras para ganharem importância na comunicação dos livros. Nesta emissão, espreitamos, como exemplo, um dos prodígios de estilo do romance do séc. XX: a Lolita de Vladimir Nabokov é a história de uma criança abusada, mas cedo se converteu num símbolo bem diferente. Em reportagem, conhecemos um lugar onde acontece a arte antiga que resgata os livros dos males nocivos à sua conservação. De visita à Invicta livro, acompanhamos passo a passo esse ofício de encadernador e desengane-se quem pensa que todos os livros são restaurados e encadernados da mesma forma. Espaço ainda para acolher a partilha de um dos maiores coreógrafos portugueses sobre alguns dos livros que mais o têm inspirado... Rui Horta e os livros da sua vida.

Próxima Emissão: 27 janeiro RTP2 

26 filmes para assistir com seu filho

Um filme não precisa ser didático para ensinar valores importantes na formação dos alunos. Conheça obras do cinema aplaudidas por críticos e professores

24/06/2014 16:52
Texto Gabriel Navarro
Educar
Foto: Maurício Melo
Foto: O cinema é capaz alimentar o intelecto com diversão
O cinema é capaz de alimentar o intelecto com diversão
Todos podem se espelhar em exemplos do cinema para descobrir maneiras de aprender e ensinar melhor. Sem deixar de se divertir nem se emocionar. Como explica a professora de Cinema e vice-coordenadora da Cinemateca da PUC(Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) Verônica Ferreira Dias, um filme "é sempre algo atrativo, porque traz entretenimento e reflexão também". 

Para ela, quando a sétima arte retrata processos de aprendizado bem-sucedidos, é capaz de despertar o espírito crítico da sociedade. "As pessoas acabam repensando o sistema educacional, já que nem sempre têm paciência para ouvir discursos teóricos de especialistas". E Verônica não está sozinha. Arte-educador e doutor em Educação pela USP (Universidade de São Paulo), Marcos Ferreira dos Santos pensa de modo semelhante. "O cinema faz com que a gente tenha um 'olho privilegiado' e consigamos entrever coisas invisíveis em certas situações". 

Por outro lado, o professor tem suas ressalvas e não acredita que campeões de bilheteria sejam os mais indicados para falar sobre Ensino. "Blockbusters são direcionados demais para fins comerciais, não saem do lugar-comum, e por isso é difícil alguém acordar para a necessidade de aprender". Será? A professora da PUC acha que os chamados "filmes de arte" não conseguem atingir as massas e acabam sendo um esforço muitas vezes sem grandes resultados.









CULTURA

26 filmes para assistir com seu filho

Um filme não precisa ser didático para ensinar valores importantes na formação dos alunos. Conheça obras do cinema aplaudidas por críticos e professores

24/06/2014 16:52
Texto Gabriel Navarro
Educar
Foto: Maurício Melo
Foto: O cinema é capaz alimentar o intelecto com diversão
O cinema é capaz de alimentar o intelecto com diversão
Todos podem se espelhar em exemplos do cinema para descobrir maneiras de aprender e ensinar melhor. Sem deixar de se divertir nem se emocionar. Como explica a professora de Cinema e vice-coordenadora da Cinemateca da PUC(Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) Verônica Ferreira Dias, um filme "é sempre algo atrativo, porque traz entretenimento e reflexão também".

Para ela, quando a sétima arte retrata processos de aprendizado bem-sucedidos, é capaz de despertar o espírito crítico da sociedade. "As pessoas acabam repensando o sistema educacional, já que nem sempre têm paciência para ouvir discursos teóricos de especialistas". E Verônica não está sozinha. Arte-educador e doutor em Educação pela USP (Universidade de São Paulo), Marcos Ferreira dos Santos pensa de modo semelhante. "O cinema faz com que a gente tenha um 'olho privilegiado' e consigamos entrever coisas invisíveis em certas situações".

Por outro lado, o professor tem suas ressalvas e não acredita que campeões de bilheteria sejam os mais indicados para falar sobre Ensino. "Blockbusters são direcionados demais para fins comerciais, não saem do lugar-comum, e por isso é difícil alguém acordar para a necessidade de aprender". Será? A professora da PUC acha que os chamados "filmes de arte" não conseguem atingir as massas e acabam sendo um esforço muitas vezes sem grandes resultados.

Que filme ver com o seu filho? 



Conheça melhor abaixo os filmes selecionados pelo Educar que mostram como, de uma forma ou de outra, o importante é aprender uma lição para o resto da vida.
1. Dúvida

FILME: Dúvida, dirigido por John Patrick Shanley, com Meryl Streep e Philip Seymour Hoffman, 2008. Classificação indicativa: 16 anos.

A HISTÓRIA: Em 1964, no bairro novaiorquino do Bronx, uma escola católica se divide entre a rigidez da diretora, irmã Aloysius Beauvier (Meryl Streep), e o carisma libertário do padre Flynn (Philip Seymour Hoffman), que também atua como professor na instituição. A partir de pistas incertas, a religiosa começa a suspeitar que ele tenha cometido abuso sexual contra um novo aluno, o primeiro negro a estudar no colégio. A dúvida entre a culpa ou inocência do padre também atinge a jovem irmã James (Amy Adams), que não consegue escolher qual dos colegas deve ajudar.

Para ler a matéria completa, clique aqui.
2. Ao Mestre com Carinho

FILME: Ao Mestre com Carinho, dirigido por James Clavell, com Sidney Poitier, 1967. Classificação: livre.

A HISTÓRIA: Mark Thackeray (Sidney Poitier) é um engenheiro desempregado que resolve dar aulas no bairro operário de East End, em Londres. Mas a turma, cheia de alunos indisciplinados, fará de tudo para que ele desista da sua missão, como fez com os professores anteriores.

Para ler a matéria completa, clique aqui.
3. Billy Elliot

FILME: Billy Elliot, dirigido por Stephen Daldry, com Julie Walters e Jamie Bell, 2000. Classificação: livre.

A HISTÓRIA: Billy Elliot (Jamie Bell) é um garoto de 11 anos que vive em uma pequena cidade mineradora da Inglaterra. Mesmo obrigado pelo pai a treinar boxe, fica fascinado com o balé. Estimulado pela professora de dança da academia que freqüenta (Julie Walters), ele resolve deixar a luta de lado e se dedicar totalmente ao balé e precisa enfrentar os preconceitos da sociedade local.

Para ler a matéria completa, clique aqui.
4. O Céu de Outubro

FILME: O Céu de Outubro, dirigido por Joe Johnston, com Jake Gyllenhaal e Chris Cooper, 1999. Classificação: livre.

A HISTÓRIA: O adolescente Homer Hickam (Jake Gyllenhaal) vive em uma cidade no interior dos EUA que vive basicamente da mineração. Ao saber que os russos lançaram o satélite Sputnik ao espaço, ele começa a sonhar em colocar um foguete em órbita. Para isso, Homer convence alguns amigos a ajudarem e, com o apoio de uma professora, dá início ao projeto que irá mudar sua vida para sempre.

Para ler a matéria completa, clique aqui.
5. Escola de Rock

FILME: Escola de Rock, dirigido por Richard Linklater, com Jack Black e Joan Cusack, 2003. Classificação: livre.

A HISTÓRIA:Um roqueiro (Jack Black) foi demitido da própria banda e tenta trabalhar como professor de música numa rígida escola particular. Lá, desperta nos estudantes interesse por diversos instrumentos e eles decidem montar uma grande banda sem que os pais saibam.

Para ler a matéria completa, clique aqui.
6. Gênio Indomável

FILME: Gênio Indomável, dirigido por Gus Van Sant, com Matt Damon e Robin Williams, 1997. Classificação: 14 anos.

A HISTÓRIA: Will Hunting (Matt Damon) tem 20 anos e já registrou algumas passagens pela polícia. Trabalhando como servente em uma universidade, se revela um gênio em matemática. Ele faz terapia, por decisão judicial, mas não apresenta resultados de melhora porque debocha de todos os analistas. Até encontrar um com quem de se identifica.

Para ler a matéria completa, clique aqui.
7. O Homem-Elefante

FILME: O Homem-Elefante, dirigido por David Lynch, com Anthony Hopkins e John Hurt, 1980. Classificação: livre.

A HISTÓRIA: John Merrick (John Hurt), um desafortunado cidadão da Inglaterra vitoriana é portador do caso mais grave de neurofibromatose múltipla registrado, com 90% do corpo deformado. Ele é considerado deficiente mental e explorado em circos de aberrações até ser descoberto pelo médico Frederick Treves (Anthony Hopkins), que o leva a um hospital onde se revela um ser sensível e inteligente. Inspirado na vida de Joseph Merrick.

Para ler a matéria completa, clique aqui.
8. Legalmente Loira

FILME: Legalmente Loira, dirigido por Robert Luketic, com Reese Whiterspoon e Luke Wilson, 2001. Classificação: livre.

A HISTÓRIA: Poucas pessoas no mundo têm os mesmos privilégios que Elle Woods (Reese Whiterspoon). Ela é linda, loira natural, tem muito dinheiro e namora o garoto mais desejado do colégio. Porém, quando ele vai estudar direito em Harvard e se encanta por uma arrogante colega de classe, dispensa Elle por considerá-la fútil. Inconformada com a situação, a patricinha decide ingressar na mesma universidade e provar a todos sua capacidade.

Para ler a matéria completa, clique aqui.
9. Mr. Holland: Adorável Professor

FILME: Mr. Holland: Adorável Professor, dirigido por Stephen Herek, com Richard Dreyfuss e William H. Macy, Classificação: livre. 1995.

A HISTÓRIA: Em 1964, um músico (Richard Dreyfuss) resolve começar a lecionar para ter mais dinheiro e assim se dedicar a compor uma sinfonia. Mas os alunos se mostram pouco interessados e as coisas se complicam quando a esposa dele da luz a um bebê surdo. Para poder financiar os estudos especiais e o tratamento do filho, o professor se envolve cada vez mais com a escola, deixando de lado seu sonho de tornar-se um grande compositor.

Para ler a matéria completa, clique aqui.
10. Pink Floyd: The Wall

FILME: Pink Floyd: The Wall, dirigido por Alan Parker, com Bob Geldof, 1982. Classificação: 16 anos.

A HISTÓRIA: Órfão de pai (morto durante a Segunda Guerra Mundial), o jovem Pink Floyd (Bob Geldof) tem a infância marcada pela perseguição de seu professor e pela superproteção da mãe. Adulto, ele se torna um astro do rock e entra em depressão. Para salvar sua consciência e a própria vida, Pink terá de lidar diretamente com os fantasmas do passado.

Para ler a matéria completa, clique aqui.
11. Sociedade dos Poetas Mortos

FILME: Sociedade dos Poetas Mortos, dirigido por Peter Weir, com Robin Williams e Ethan Hawke, 1989. Classificação: 12 anos.

A HISTÓRIA: No final dos anos 50, ex-aluno (Robin Williams) de uma conservadora escola preparatória se torna o novo professor de literatura da instituição. Entretanto, os métodos de incentivar os alunos a pensarem por si mesmos criam um choque com a ortodoxa direção do colégio.

Para ler a matéria completa, clique aqui.
12. A Cor Púrpura

FILME: A Cor Púrpura (The Color Purple, 1985, EUA, direção: Steven Spielberg, 156 min., drama, classificação indicativa: 14 anos).

A HISTÓRIA: O filme mostra a dura realidade de uma família negra patriarcal do começo do século 18, nos Estados Unidos. A história gira em torno do drama de Celie Johnson, que aos 17 anos já tem dois filhos, frutos da violência sexual do próprio pai. Além de ser privada da convivência das crianças, Celine é forçada pela família a se casar com um homem, que na verdade queria a irmã dela como esposa. Ironicamente, a vida da moça começa a mudar quando a amante do marido mostra que ela pode ser muito mais que apenas uma serva dele. Em meio à violência doméstica e à ausência dos filhos, Celine encontra refúgio escrevendo cartas. O contato com uma missionária na África, por correspondência, muda sua vida.

Para ler a matéria completa, clique aqui.
13. O Sorriso de Monalisa

FILME: O Sorriso de Monalisa (Mona Lisa Smile, 2003, EUA, direção: Mike Newell, 125 min., drama, classificação indicativa: 12 anos).

A HISTÓRIA: Julia Roberts vive a professora de História da Arte Katharine Watson, que quer romper os ideais machistas da sociedade americana da década de 50. Mas ela se depara com a resistência das próprias alunas ao ingressar no corpo docente do Colégio Wellesley. A instituição é famosa por preparar jovens para a vida matrimonial e de dona de casa. Mesmo assim, Katharine decide ir contra as normas para mostrar às estudantes que elas são capazes de enfrentar os desafios da vida adulta sem estar, necessariamente, à sombra de um homem.

Para ler a matéria completa, clique aqui.
14. Uma Mente Brilhante

FILME: Uma Mente Brilhante (A Beautiful Mind, 2001, EUA, direção: Ron Howard, 135 min., drama, classificação indicativa: 12 anos).

A HISTÓRIA: O gênio da matemática John Nash ganha fama no mundo acadêmico ao formular um complexo teorema aos 21 anos de idade. Sua habilidade com as ciências exatas o leva a um trabalho secreto para o Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Atormentado pela sensação de estar sempre perseguido, o professor põe em risco sua carreira e seu casamento. Mas os problemas de Nash começam mesmo quando ele é diagnosticado com esquizofrenia. Após anos de luta contra a doença, o matemático consegue se reintegrar à sociedade e acaba sendo premiado com o Nobel. A história é baseada num fato real.

Para ler a matéria completa, clique aqui.
15. O Clube do Imperador

FILME: O Clube do Imperador (The Emperor's Club, 2002, EUA, direção: Michael Hoffman, 109 min., drama, classificação indicativa: 12 anos).

A HISTÓRIA: O ator Kevin Kline vive William Hundert, um docente apaixonado pela profissão e cheio de princípios clássicos. Seu mundo conservador é chacoalhado por um estudante recém-chegado à escola. O que começa como um choque de gerações dá lugar a uma surpreendente relação professor-aluno. O resultado desta experiência é uma lição de vida para ambos, principalmente quando, durante uma competição que dá nome ao filme, o docente se vê numa saia-justa que coloca em xeque seus princípios.

Para ler a matéria completa, clique aqui.
16. Meu mestre, minha vida

FILME: Meu Mestre, Minha Vida (Lean On Me, 1989, EUA, direção: John G. Avildsen, 109 min., drama, classificação indicativa: 12 anos).

A HISTÓRIA: Baseada na história real de Joe Clark, um diretor arrogante e professor pouco ortodoxo. Ele é convidado a assumir a direção da instituição de onde havia sido demitido como docente. O colégio, que no passado era acolhedor, se torna um ambiente hostil, controlado por gangues, e local de consumo de drogas. O perfil rígido torna Clark o homem certo para recolocar a escola nos trilhos, mesmo que para isso ele tenha de enfrentar arruaceiros e até as autoridades locais.

Para ler a matéria completa, clique aqui.
17. Mentes que Brilham

FILME: Mentes que Brilham (Little Man Tate, 1991, EUA, direção: Jodie Foster, 99 min., drama, classificação indicativa: 14 anos).

A HISTÓRIA: Uma mãe vive o dilema de criar um filho cuja capacidade mental é extraordinária. Ela quer que o garoto, de apenas sete anos, tenha uma vida normal. Mas para isso, suas atitudes devem limitar a genialidade da criança. A mulher, de origem simples, tem medo de que seu filho seja visto como uma aberração, devido aos seus talentos precoces com a matemática e as artes. Por sua vez, o menino entende que é uma pessoa diferente das demais e não quer abrir mão de usar a inteligência.

Para ler a matéria completa, clique aqui.
18. A Onda

FILME: A Onda (Die Welle, 2008, Alemanha, direção: Dennis Gansel, 107 min., drama, classificação indicativa: 16 anos).

A HISTÓRIA: Um jovem professor se torna popular entre os alunos de Ensino Médio de um colégio na Alemanha por usar métodos pouco usuais de ensino. Para explicar a dominação de um povo por um ditador (fascismo), o docente propõe que a turma crie uma espécie de sociedade fechada, em que os integrantes devem obedecer a certos rituais para serem aceitos. O exercício é tão eficiente que o próprio professor perde o controle do totalitarismo proposto por ele. E as consequências são trágicas.

Para ler a matéria completa, clique aqui.
19. A Prova

FILME: A Prova (Proof, 2005, EUA, direção: John Madden, 99m min., drama, classificação indicativa: 12 anos).

A HISTÓRIA: Catherine é uma jovem matemática que herda a genialidade de seu pai. Ele está no fim da vida, morrendo de esclerose - e ela teme desenvolver a mesma doença e perder a capacidade de lidar com os números. Angustiada, a moça se afasta do convívio social e vive isolada na casa da família. Na véspera de seu 27º aniversário, ela recebe a visita da irmã e de um ex-aluno do pai. Ambos estão interessados nos maiores bens deixados para ela: a casa e os cadernos em que o professor possa ter registrado uma brilhante teoria matemática.

Para ler a matéria completa, clique aqui.
20. Pro dia nascer feliz

FILME: Pro Dia Nascer Feliz (2006, Brasil, direção João Jardim, 88 min., documentário, classificação indicativa: livre).

A HISTÓRIA: O documentário mostra os principais problemas que os jovens brasileiros enfrentam na escola: precariedade, preconceito, violência e abandono. Adolescentes de três estados e de classes sociais diferentes conduzem a narrativa ao contarem suas frustrações no ensino.

Para ler a matéria completa, clique aqui.
21. Encontrando Forrester

FILME: Encontrando Forrester (Finding Forrester, 2000, EUA, direção: Gus Van Sant, 136 min., drama, classificação indicativa: 12 anos).

A HISTÓRIA: Um jovem negro da periferia de Nova York consegue uma bolsa de estudos em uma das melhores escolas particulares da cidade, graças às notas que conquistou no colégio público. Só que o ele não consegue superar a barreira do preconceito, por ser negro e pobre. O talento do rapaz em escrever o leva a conhecer William Forrester (vivido por Sean Connery), um brilhante escritor que vive recluso. Ele percebe a capacidade do jovem e o incentiva a prosseguir. Desse relacionamento, nasce uma bela e edificante amizade.

Para ler a matéria completa, clique aqui.
22. Um Sonho Possível

FILME: Um Sonho Possível (The Blind Side, 2009, EUA, direção: John Lee Hancock, 128 min., drama, classificação indicativa: 10 anos).

A HISTÓRIA: História real do astro do futebol americano Michael Oher. O jogador só ganha a chance de mostrar seu talento em campo com a ajuda da família milionária Tuohy, que o adota. Oher cresceu na periferia da cidade de Memphis e nunca conseguiu frequentar uma escola com regularidade. Mas sua vontade de entrar na faculdade para jogar futebol americano no time da universidade é maior do que qualquer obstáculo. A evolução do jovem nos estudos e no esporte também vale como troféu para a família que o acolheu.

Para ler a matéria completa, clique aqui.
23. Entre os Muros da Escola

FILME: Entre os Muros da Escola (Entre Les Murs, 2007, França, direção: Laurent Cantet, 128 min., drama, classificação indicativa: 12 anos).

A HISTÓRIA: François Marin é professor de francês em uma escola secundária, localizada na periferia de Paris. Ele e seus colegas se esforçam para que os alunos aprendam o conteúdo. François busca estimular a turma, mas tem de enfrentar a falta de educação e o descaso dos jovens. O professor ainda tem de lidar com os conflitos étnicos e culturais: as classes têm alunos franceses e imigrantes das ex-colônias da França na África.

Para ler a matéria completa, clique aqui.
24. O Preço do Desafio

FILME: O Preço do Desafio (Stand and Deliver, 1988, EUA, direção: Ramón Menéndez, 103 min., drama, Classificação Indicativa 14 anos).

A HISTÓRIA: O professor de Matemática Jaime Escalante leciona numa típica escola americana da periferia, que recebe alunos hispânicos, negros e integrantes de gangues. A instituição trata quase todos como pessoas fracassadas, condenadas a não ter um futuro muito interessante. Mas Escalante quer provar que o rótulo está errado, e começa a incentivar uma turma de estudantes a estudar cálculo avançado. O objetivo é fazer o grupo passar no dificílimo teste da matéria, aplicado pelo governo.

Para ler a matéria completa, clique aqui.
25. Ser e ter

FILME: Ser e Ter (Être et Avoir, França, 2002, direção: Nicolas Philibert, 104 min., documentário. classificação indicativa: livre).

A HISTÓRIA: O documentário mostra a rotina de uma escola de ensino fundamental, na região rural da França, que tem apenas uma classe. O filme conta as dificuldades e dedicação ímpar de um professor - George Lopez - que tem de lidar com alunos entre 4 e 11 anos. Às vésperas da aposentadoria, Lopez mostra como se preocupa em educar a turma não só no que diz respeito aos conteúdos curriculares.

Para ler a matéria completa, clique aqui.
26. Elefante

FILME: Elefante (Elephant, 2003, EUA, direção: Gus Van Sant, 81 min., drama). Classificação: 12 anos.

A HISTÓRIA: O filme faz referência à tragédia ocorrida no estado norte-americano do Colorado, em 1999, quando dois alunos invadiram a escola onde estudavam e atiraram contra colegas e professores. A história se passa na cidade de Portland, mas se baseia no caso que virou notícia no mundo todo. Nele, dois jovens planejam o crime e conseguem comprar armas semi-automáticas para colocar o plano em prática. 
Que filme ver com o seu filho? 

Confira a seleção de filmes ideal para a sua família.
Conheça melhor abaixo os filmes selecionados pelo Educar que mostram como, de uma forma ou de outra, o importante é aprender uma lição para o resto da vida.